Resgate no Aconcagua

Mendoza exigirá depósito de 40.000 pesos de caução para Aconcagua

A partir da próxima temporada os andinistas serão exigidos desta quantia antes de subir pela conta de um possível resgate.

O governo de Mendoza cobrará pela primeira vez os resgates e evacuações dos andinistas argentinos e estrangeiros que precisarem de socorro via helicóptero em seu ascenso ao monte Aconcagua, um dos atrativos turísticos mais importantes dessa província.

Durante a próxima temporada que começa em 15 de novembro até o 15 de março, os andinistas que se acidentarem no cerro Aconcagua e necessitem ser resgatados por helicópteros terão que pagar pelo serviço de acordo com o preço da hora de voo, que custaria em torno de 40.000 pesos. Em torno de 10 mil reais.

“Estamos decididos a que o parque provincial Aconcagua seja sustentável, para isto implementaremos nesta temporada uma forma de cobrar  custos de utilização do tempo de uso do helicóptero”, informou a secretária de Recursos Naturales da secretaria de Meio Ambiente, Mabel Chambouleyron.
A decisão já gera preocupação entre os montanhistas e prestadores de serviços em alta montanha, que  sinalizam que o custo calculado em 40 mil pesos a hora de voo é extremadamente excessivo. Além disso, afirmam que a decisão chega em cima da hora, tendo em conta que coincidem com o início da temporada.

“Hoje no dia as horas de voo se sustentam com o que se o cobra no ingresso, visto que há quatro anos os preços subiram com esta justificativa “, declarou o prestador José Casas ao jornal local Los Andes.

Valor  da permissão para montanhistas já subsidia resgates e mantém outros parques

O empresário de turismo explicou que na época passada subiram 3.000 pessoas e que cada um deles pagou o seguro de 100 dólares e o governo teve a entrada de 300 milhões de dólares, o que cobre o uso do helicóptero e a manutenção de outros parques.

“Como o ingresso se paga em dólares, com a desvalorização e o fim do dólar paralelo, o Estado passou a receber muito mais dinheiro”, indicou Casas.

O monte Aconcagua está localizado a oeste da província e integra a cordilheira frontal, com cumes que superam os 5000 m elevando de forma imponente para o céu aberto até alcançar sua máxima expressão no topo de 6962 metros de altura, que atraem centenas de andinistas nacionais e estrangeiros a cada ano.

A decisão do governo foi tomada em uma base em um decreto de 1990, mas que nunca foi implementado.

“Foi aberta uma licitação por 100 horas de helicóptero, o que é menos da metade das horas de uso do ano passado. Vamos fazer uma enorme economia e fazer um eficiente uso do helicóptero e que este seja só para uso de guarda-parques, translado, resgates e evacuações “, disse a secretaria de Meio Ambiente.

Dados da secretaria que dos 6.000 visitantes que vem ao Aconcagua a cada estação, somente 3.000 entra para ascensos e destes, são resgatados 100 no total por ano.

“A ideia é que o gasto de uma atividade particular não onere a comunidade mendocina”, afirmou Chambouleyron.

Dado que esta é a primeira temporada a cobrar os resgates, será instalado um sistema na entrada do parque para pagamento da caução com cartão de crédito, antes do ascenso no caso de ser necessário a utilização do resgate.

Ninguém morrerá acima por não poder pagar

“Será da forma mais amigável para ter certeza de que o andinista pode pagar”, disse a funcionária, ainda esclarecendo que o governo provincial “não deixará que ninguém morra acima por não poder pagar”. Não foram estabelecidos os custos e condições dos resgates por via terrestre, muitos deles dependentes do ministério de Segurança através da Patrulha de Resgate.

Os prestadores de serviços de Aconcagua também questionaram “a medida de exigir um cartão de crédito a cada ingressante, com uma caução muito alta para um eventual resgate em helicóptero”, o que consideraram “muito inoportuna e infeliz”.

Para conhecer as condições de ingresso para os ascensos ou trekking curto ou longo acesse a página www.aconcagua.mendoza.gov.ar

Fonte: http://www.infobae.com/sociedad/2016/11/02/mendoza-habra-que-dejar-un-deposito-de-40-000-para-subir-al-aconcagua/

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