Fotos: Rodrigo Torres/ICMBio e Péricles dos Santos

Mutirão utiliza sinalização refletiva em trilha de parque no Paraná

Objetivo é evitar degradação e dar segurança aos visitantes

O Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange, no Paraná, promoveu mutirão de voluntários para a manutenção da parte baixa da trilha da Torre da Prata. A trilha dá acesso ao cume da montanha mais alta da Serra da Prata, com aproximadamente 1.500 metros, e é utilizada por montanhistas há muitos anos, antes mesmo da criação do parque nacional.

Participaram do mutirão dois analistas ambientais da unidade de conservação (UC) e onze voluntários, mobilizados pelo parque nacional e Clube Paranaense de Montanhismo.

Eles roçaram o trecho inicial tomado por capim e lírio-do-brejo (espécie exótica invasora), podaram a vegetação do corredor da trilha e removeram troncos de árvores caídos que estavam causando desvios da trilha principal e gerando riscos aos caminhantes, além de fechar atalhos e cuidar da manutenção das fitas reflexivas de sinalização.

Mais proteção

“Esse trabalho do ICMBio e parceiros é importante para melhorar a proteção da área, já que há trilhas secundárias abertas por caçadores e palmiteiros, bem como evidências de pés de palmitos cortados na área”, disse Rodrigo Filipak Torres, analista ambiental do parque, que participou dos trabalhos

Segundo ele, as intervenções feitas durante o mutirão tiveram o objetivo de propiciar a permanência do caminhante na trilha principal, evitando a abertura de desvios, alargamento da trilha e pisoteio da vegetação lateral, de forma a tornar a  trilha mais segura.

“Esse conjunto de ações proporcionará uma experiência de melhor qualidade ao visitante quando caminhar pela trilha, diminuindo ainda o risco de acidentes e de se perder em trilhas marginais”, afirmou ele.

Sinalização reflexiva

Como parte do percurso da trilha da Torre da Prata é costumeiramente usado à noite por montanhistas, a sinalização do tipo reflexiva (reflete a luz das lanternas) vem sendo testada e monitorada nos últimos três anos. Segundo o Corpo de Bombeiros, não houve mais casos de pessoas perdidas desde que este tipo de sinalização foi adotado.

“O parque nacional agradece a participação de cada um dos voluntários, sem os quais tais ações não seriam possíveis. Novos mutirões para continuidade da manutenção da trilha nas partes média e alta devem ocorrer em 2016”, finalizou Rodrigo.

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