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Reabertura do abrigo Rebouças para esta temporada

A partir do dia 02/05/2016 será reaberto o Abrigo Rebouças e o Camping da parte alta do Parque Nacional do Itatiaia para ocupação. As reservas destes espaços para hospedagem também estarão disponíveis a partir daquela data, por meio do site oficial deste Parque pelo link: www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/reservas.html. Continue lendo Reabertura do abrigo Rebouças para esta temporada

Parque Nacional do Itatiaia ganha novo abrigo

altO Parque Nacional do Itatiaia, unidade de conservação (UC) sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), recebeu na quinta-feira (8), uma antiga instalação totalmente restaurada. O local era utilizado pela Rede Globo e pela Petrobras como casa repetidora e funcionou de 1980 até 2005, quando foi desativada.

Em 2010, a Câmara Técnica de Montanhismo e Ecoturismo (CTME) fez um detalhado relatório da situação na área que se localiza na região da Água Branca, em ramal da Travessia Ruy Braga, aproximadamente 1.700 metros de altitude, local de grande beleza cênica. No relatório foi registrada a situação precária do imóvel e o abandono de toneladas de equipamentos no local.

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Novas Regras Para Reservas do Rebouças

Foto: Rodrigo GiovanettiA construção do Abrigo Rebouças foi concluída  na década de 50 e este passou a ser o abrigo público mais alto do Brasil, com 2.350 m, sendo um típico abrigo de montanha. Sua localização é estratégica para os que desejam subir o Pico das Agulhas Negras ou o Pico das Prateleiras, por exemplo.

A Camara Técnica de Montanhismo e Ecoturismo (CTME) do Parque Nacional do Itatiaia informa que as reservas para o Abrigo Rebouças e Camping de hoje em diante são feitos exclusivamente através do site http://www.abrigoreboucas.com.br

O site foi desenvolvido pela CTME de forma voluntária e visa dar mais agilidade e transparência nesse processo de reserva e uso do abrigo e da área de camping.

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MPF/MG requer manutenção da prisão de incendiários do Itatiaia

O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) requereu a manutenção da prisão dos dois agricultores presos em flagrante por atear fogo no Parque Nacional do Itatiaia. No dia 21 de agosto, eles foram perseguidos e presos após serem flagrados de helicóptero colocando fogo na mata. No total, os estragos provocados pelo fogo chegam a 500 hectares, o equivalente a 500 campos de futebol.

Os incendiários tentaram se justificar para os servidores do ICMBIO, alegando que atearam fogo para “dar rebrota da pastagem de campo nativo”. Ao receber os pedidos de liberdade provisória dos dois indiciados, o MPF em Pouso Alegre defendeu que eles devem permaner presos, uma vez que os crimes cometidos “revestem-se de manifesta gravidade”.  Continue lendo MPF/MG requer manutenção da prisão de incendiários do Itatiaia

Montanhista lança livro sobre o Planalto do Itatiaia

ITATIAIA, O PRIMEIRO PARQUE NACIONAL DO BRASIL, COMPLETA 70 ANOS

ITATIAIA, O PRIMEIRO PARQUE NACIONAL DO BRASIL, COMPLETA 70 ANOS COM DUAS CENTENAS DE VIAS QUE GUARDAM A HISTÓRIA DO MONTANHISMO NO BRASIL

ITATIAIA, O PRIMEIRO PARQUE NACIONAL DO BRASIL, COMPLETA 70 ANOS COM DUAS CENTENAS DE VIAS QUE GUARDAM A HISTÓRIA DO MONTANHISMO NO BRASIL

ELISEU FRECHOU

A HISTÓRIA DO MONTANHISMO NO ITATIAIA se mistura com a história desse esporte no Brasil. Grandes escaladores passaram por lá e hoje o local é ponto de encontro dos maiores nomes da verticalidade tupiniquim.

A altitude, temperatura amena durante quase todo o ano e a possibilidade de escolher entre a escalada esportiva e a escalada de aventura tornaram o lugar referência no eixo Rio-SPMinas. É o lugar onde as tribos da montanha, da aventura e da escalada se encontram e convivem.

Foi pela caneta do então presidente Getúlio Vargas que o Parque Nacional do Itatiaia (PNI) nasceu, em 14 de junho de 1937. Hoje, às vésperas de completar 70 anos, o PNI abriga cerca de 200 vias de escalada numa área de 30 mil hectares, mais um entorno de cerca de dez quilômetros que também obedece a regras de uso e preservação.

O caminho das pedras
Vindo do Rio, siga pela via Dutra, sentido São Paulo, até a cidade de Engenheiro Passos. Dali suba pela BR- 354, sentido sul de Minas Gerais. Na BR-354, siga em direção ao bairro Garganta do Registro (km 0 da 354).

O mesmo acesso serve para quem vem de São Paulo. Para quem vem de Minas, vá até a cidade de Itamonte e depois, pela BR-354, chegue no mesmo km 0. Nesse ponto zero começa a rodovia das Flores, estrada de terra que termina na portaria do parque nacional. Ela atravessa ou dá acesso a vários points citados nesta matéria.

Para ingressar no parque, é necessário pagar R$ 12 de ingresso por pessoa e assinar um termo de responsabilidade.

Se quiser seguir de carro da guarita do parque até o Abrigo Rebouças (onde está o apoio aos visitantes), agende antes. Há uma taxa de R$ 5 por veículo. Visando a preservação, existem diversas normas a serem seguidas e todas devem estar expostas em editais visíveis ao visitante. Informe-se junto ao pessoal do posto. Além disso, o Manual de Escaladas e Montanhismo do Planalto do Itatiaia e Sul do RJ e MG, de Eliseu Frechou e Felipe Guimarães, traz diversas informações, croquis e fotos de 158 rotas em bom estado de conservação na região. O livreto está à venda em lojas especializadas. Mais informações sobre o parque e as regras de escalada no site www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia

 

Muito antes da região virar um parque, ela já instigava aventureiros como José Franklin da Silva, o “Massena”, que escalou o pico das Agulhas Negras em 1856. A montanha, com 2.791 metros de altitude, foi considerada por muitos anos o ponto mais alto do Brasil (hoje sabe-se que ela é o quinto). Mesmo sem ter chegado ao topo, o relato do feito caiu nas mãos da corte imperial, gerando euforia e atraindo atenção ao lugar – assim como aconteceu com a conquista da dupla Horácio de Carvalho e José Borba, que abriu a via Normal, chegando à pedra do Púlpito.

Mas foi somente em 1919 que o ponto mais alto do parque (a pedra Isolada ou Itatiaiaçu, com 2.791 metros) recebeu a primeira visita de escaladores. O brasileiro Osvaldo Leal Carlos e o suíço Joseph Spierling acreditaram, na época, terem atingido o ponto mais alto do Brasil. A mesma dupla, mais um escalador chamado João Freitas, ainda conquistaram a rota sul das Prateleiras, em 1920. O caminho que eles abriram em meio aos gigantescos blocos maciços de rocha, curiosamente encaixados e suspensos, é hoje a via mais freqüentada da montanha.

AS PAREDES ITATIAIAS FORAM TESTEMUNHAS e campos de teste para equipamentos e técnicas que consagraram e impulsionaram o desenvolvimento dos esportes de rocha no Brasil. Tanto no Couto como nas Prateleiras – dois points onde se concentrou a maior parte das rotas -, a escalada oferece poucas agarras, predominando a aderência.

Assim, as chaminés – enormes fendas, do tamanho de uma porta, onde o escalador entra inteiro e sobe fazendo oposição entre as costas e os pés – foram as primeiras vias conquistadas em Itatiaia nos anos 70. Em seguida, foi a vez das fendas mais estreitas, com o apoio de cunhas de madeira para proteção durante a progressão, mais um monte de equipamentos rudimentares, que ofereciam uma segurança mais psicológica que real. Era normal usar cordas de fibras naturais e as sapatilhas eram meras sandálias estilo alpargatas, com solados de corda. Troncos, cabos de aço e uma variedade de grampos também eram usados em trechos onde não existiam fendas. Era um tempo heróico, no qual a aventura era mais importante que o esporte. Uma época que trilhou o caminho do esporte no Brasil, definindo a grade de classificação de dificuldade e o estilo brasileiro de subir montanhas.Assim, os montanhistas buscaram as fendas, que são mais fáceis de escalar quando se usa as técnicas corretas. Já as aderências eram bem complicadas de subir antes da década de 70, quando as sapatilhas, item essencial numa escalada de aderência, melhoraram tecnicamente.

 

 

Parque Nacional Itatiaia quer virar modelo de gestão ambiental

Há 70 anos – comemorados na quinta-feira – era inaugurado o Parque Nacional do Itatiaia, o primeiro do Brasil. A partir do decreto assinado por Getúlio Vargas, mais de 400 espécies de aves e 67 tipos de mamíferos espalhados por 30 mil hectares entre os Estados do Rio e de Minas passaram a viver sob proteção. Para marcar a data, a direção pretende transformar o parque em exemplo de preservação.

Meta ambiciosa para uma unidade que conta com menos de R$ 1 milhão de orçamento e cuja disputa fundiária se arrasta há anos – dois terços do Itatiaia pertencem a propriedades privadas.

Mas é claro que não há só notícias desanimadoras. O parque – que atrai 80 mil visitantes por ano – continua lindo e a visita ainda é obrigatória (pelo menos para os espíritos aventureiros).

Antes de seguir viagem, é bom saber que o Itatiaia se divide em duas partes: a alta, onde estão o Pico das Agulhas Negras e o Maciço das Prateleiras, e a baixa, que abriga belas cachoeiras e alguns hotéis. Por terem acessos diferentes, cada parte cobra uma entrada: R$ 3 por pessoa na baixa e R$ 12 na alta. Em ambas, há uma taxa de R$ 5 por veículo.

Em comum, além da natureza exuberante, as duas áreas têm acessos ruins. As estradas que levam os visitantes às principais atrações são precárias.

Aniversariante reformado

Algumas melhorias, porém, já estão sendo postas em prática. Segundo o diretor, Walter Behr, as reformas começaram na parte baixa. O centro de visitantes deve ser inaugurado na quinta-feira. Outra iniciativa que já pode ser notada é a nova sinalização. ´Usamos somente materiais reciclados nas placas´, diz Behr. A sede administrativa também foi ampliada e uma nova exposição de animais empalhados deve começar ainda neste mês.

Na parte alta, funcionários trabalham na abertura de uma nova travessia, entre Serra Negra e Visconde de Mauá – e haverá um novo posto de vigilância.

História

O nome Itatiaia vem do tupi-guarani e significa ´pedra cheia de pontas´. Até 1908, todo o território do parque pertencia à família de Irineu Evangelista de Souza, mais conhecido como Visconde de Mauá (1813-1889). Nessa mesma época, muitos colonos alemães chegaram à região e compraram chácaras – seus descendentes estão lá até hoje.

Logo depois que os colonos se estabilizaram na área, as terras restantes foram compradas pela Fazenda Federal e, em 1937, toda a região foi declarada Parque Nacional. Mais informações sobre o Parque Nacional do Itatiaia ou pelo telefone: (0–24) 3352-1461 .