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Técnicas, informações e dicas.

O uso do metrônomo no Enduro a Pé

Metronomo
Metronomo

O metrônomo é um aparelho que tem como função regular o andamento (ritmo) de músicas. Do grego metron = medida + nomos = padrão, trata-se de qualquer aparelho que produz som ou flashes de luz num determinado padrão de velocidade.

A história registra que o primeiro metrônomo foi fabricado em 1816, pelo mecânico austríaco Johann Nepenuk Maelzel, amigo de Beethoven. Este foi o primeiro compositor que utilizou indicações metronômicas.

No Enduro a Pé, foi utilizado inicialmente pela equipe Mamata na Mata em 1997, graças a seu líder Hélio Nobuo Hoshino, que tinha como hobby a música. Em 1998, Hélio veio fazer parte da minha equipe, Curtlo Caravana North, e desde então utilizamos esse instrumento para controlar a velocidade da equipe.

Os metrônomos mais utilizados apresentam variação de freqüências entre 40 e 208 bpm (batidas por minuto). Para a prática do Enduro a Pé, o metrônomo mais indicado é aquele que possui um controle girador, pois permite uma alteração mais rápida de um ritmo fraco para um ritmo forte (ou vice-versa). Em geral utilizamos a faixa entre 40 e 140 bpm que compreende o intervalo entre 30 e 120 m/min (metros por minuto), velocidades mais comuns encontradas nas provas de regularidade a pé.

Eles podem ser de pêndulo ou de pilha, mas você também pode encontrar programas que funcionam como metrônomos. Para isso, entre no site https://www.metronomeonline.com/  para conhecer melhor o seu funcionamento. Para adquirir um bom metrônomo, vá até uma loja de instrumentos musicais. Os preços variam entre 60 e 500 reais (preços analisados em setembro/04).

Treinamentos com o metrônomo

Você precisa de um local para treinamentos em que possa medir, com precisão, trechos com 50 a 100 metros de distância. Se possível faça isso em terrenos com inclinações e características diferentes. Pelo menos dois integrantes da equipe devem estar equipados com cronômetros.

Faça uma tabela em Excel em que possa registrar os seguintes dados em colunas: distância, freqüência, tempo e quantidade de passos (uma coluna para cada integrante). Deixe também colunas para velocidade e tamanho dos passos de cada integrante que a planilha deverá calcular.

Exemplo de planilha impressa para anotações:

Distância/ Freqüência/ Tempo/ Passos-João/ Passos-Beto/ Passos-Rosa/ Passos-Rui

Exemplo de colunas com cálculos efetuados pelo programa:

Tam-João/ Tam-Beto/ Tam-Rosa/ Tam-Rui/ Velocidade

Anote então a distância do trecho que você mediu, escolha uma freqüência no metrônomo e percorra o trecho conforme o ritmo das batidas sonoras, anotando o tempo gasto durante o percurso e a quantidade de passos dados pelos integrantes.

Transforme então o tempo em minutos dividindo os segundos por 60. Exemplos:

a) Tempo registrado de 1min e 30 seg = 1 + 30/60 min = 1 + 0,5 min = 1,5 min.
b) Tempo registrado de 1min e 12 seg = 1 + 12/60 min = 1 + 0,2 min = 1,2 min.

Continuando o cálculo

Dividindo a distância percorrida pelo tempo, você obtém a velocidade da equipe, em metros por minuto. Exemplos:
a) Distância de 100 m, percorridos em 1 min e 15 seg (=1,25 min) corresponde a uma velocidade de 100/1,25 = 80 m/min.
b) Distância de 80 m, percorridos em 1 min e 20 seg (=1,33 min) corresponde a uma velocidade de 80/1,33 = 60 m/min.

Dividindo a distância pela quantidade de passos, você obterá o tamanho dos passos de cada integrante da equipe. Exemplos:
a) Distância de 100 m. Quantidade de passos dados por João: 135. O tamanho médio dos passos de João será de 100/135 = 0,74 m = 74 cm.
b) Distância de 80 m. Quantidade de passos dados por Rosa: 123. O tamanho médio dos passos de Rosa será de 80/123 = 0,65 m = 65 cm.

Observe que para cada velocidade você terá associado uma freqüência e um tamanho de passo. Infelizmente você vai constatar que para cada velocidade o tamanho do passo se altera. E é por esse motivo que a função de aferidor de distância (também chamado de contador de passos) é hoje a mais importante em uma equipe de Enduro a Pé.

O mais indicado é que o navegador da equipe dê o ritmo de caminhada. Após treinar diversas vezes para várias freqüências, sua equipe estará apta para caminhar com regularidade. O ideal é associar uma freqüência para cada velocidade entre 30 m/min e 100 m/min.

Para quem não tem tempo de treinar


a) velocidade de 60 m/min, coloque no metrônomo uma freqüência de 80 bpm.
Se você estiver usando uma bateria nova (troque-a sempre a cada 10 etapas) em seu metrônomo, coloque cerca de 15 a 25 unidades a mais na velocidade e você obterá a freqüência aproximada que deverá usar no metrônomo. Exemplos:

b) velocidade de 80 m/min, coloque no metrônomo uma freqüência de 100 bpm.

Em cada trecho, verifique se você chegou no tempo em cada referência. Se atrasou, aumente a freqüência, se adiantou, diminua. Use o seu feeling até acertar um ritmo que faça a sua equipe chegar no tempo certo em cada referência.

Importante: o uso do metrônomo só terá sentido se a equipe estiver bem localizada na trilha e não dispensa o uso da calculadora para obter as parciais, isto é, a conferência com o aferidor de distância para saber se você está no lugar certo e na hora certa.

Se a equipe se perder, esqueça o metrônomo, recupere o atraso e entre na prova novamente para então voltar a usar o aparelho. Em outro artigo, explicarei como usar o metrônomo para recuperar atrasos. Boas trilhas para todos!

Sinais de Mergulho

Veja abaixo, os sinais mais utilizados na comunicação subaquática.


Descer


Devagar


Em dupla


Algo errado


Qual a direção ?


Segure as mãos


Espere aí


Você lidera que estou logo atrás


Ok (Okay)


Ok (com luva)


Ok (a noite)


Ok de superfície


Ok de superfície (mão ocupada)


Manter a profundidade


Eu


Compartilhar ar


Estou com frio


Estou com pouco ar


Estou sem ar


Não consigo compensar


Algo errado (a noite)


Seguir esta direção


Emergência


Subir


Sob ou em volta de


Venha aqui


Perigo

Traumas Faciais no MTB – Cuidados

Pedalar de Moutain Bike é muito bom, promove uma sensação de liberdade indescritível principalmente no contato com a natureza: É comum ocorrer acidentes, principalmente com quem faz “Down Hill” e os mais abusados no Free Ride. Mesmo quem faz Cross Country deve se proteger principalmente usando luvas, roupas adequadas e o capacete. Quando você cai da “bike” a primeira proteção é feita com as mãos e se não for suficiente o capacete faz a segunda proteção que é vital. Existem capacetes para Down Hill que protegem o rosto, mas o nosso tipo de capacete não protege e por isso não estamos livres de machucar o nariz, labios ou os dentes. Para os Bikers “normais” existem protetores bucais, que são desconfortáveis e dificultam a respiração. Deveriam ser usados, mas quem agüenta? Se o pior acontecer, existem algumas recomendações que devem ser seguidas: Continue lendo Traumas Faciais no MTB – Cuidados

Equipamentos de Aventura

Aqui estão alguns dos equipamentos usados nas atividades ao ar livre

 Futura PRO 42A mochila é um dos equipamentos mais importantes em diversas atividades. Seu tamanho vai depender da duração da aventura e da quantidade de equipamento a ser levada.  Um tênis ou bota amaciada e meias são importantes para evitar bolhas nos pés, em algumas trilhas pedregosas, as botas protegem os dedos de topadas. Procure usar um calçado com solado aderente. É imprescindível que o calçado já seja usado e comprovadamente não cause bolhas nem dores nos pés. Para algumas trilhas leves ou caminhadas no litoral pode-se usar sandálias ou papetes.
Faca ou caniveteA faca ou canivete é equipamento obrigatório, você certamente irá precisar disto. Não use facões para abrir picadas ou atalhos em parques nacionais, pois pode ser apreendido.  AnorakAnorak ou capa de chuva. Roupas molhadas podem ser causa de hipotermia. Em locais muito frios ele pode ser usado por cima de um sueter de lã ou polar e uma outra camisa de malha criando assim um bom isolamento térmico e corta vento.
calçaSe você não conhece a trilha ou se sabe que vai enfrentar mato bem fechado, leve calça comprida, protege contra arranhões e picadas. Existem modelos com ziper nas bainhas para que possa tirar e colocar a calça sem ter que tirar o calçado, as já bem conhecidas calças que viram bermudas, calças com reforços de lona nas canelas joelhos e nadegas, etc. O mosquetão é o um dos equipamentos mais usados em escalada e é feito com ligas de alumínio muito leves e resistentes. Existem vário tipos, com travas para fechamento, etc. Cada um tem sua utilidade. Chama-se costura, dois mosquetões sem rosca presos por uma pequena fita usado para escaladas.
  O baudrier ou cadeirinha, é utilizado em escaladas, nele é passada a corda diretamente ou através do mosquetão. Na falta deste equipamento pode-se fazer uma cadeirinha amarrando-se uma corda ou fita tubular de uma forma própria ao redor da cintura e coxas. CordaPara trilhas desconhecidas, ou para aventuras mais arriscadas uma corda de 10 a 30 m e entre 8 e 10 mm de espessura pode ser útil e não chega a ser tão pesada. Pode ajudar em algumas subidas, içar equipamento, atravessar rios, etc. Para uma escalada é usada a corda dinâmica, ou seja, em caso de um queda, ela absorve uma parte do impacto e normalmente possui mais de 50m.
fogareiroPara aventuras com mais de um dia, pode-se levar um fogareiro pequeno com refil de gás e panela para refeições quentes. O ideal é que cada um tenha um kit deste para o preparo das refeições ser mais rápido. LANTERNAUma lanterna quebra um galho quando você ainda está na trilha e escurece. Ela evita que você tenha que ficar queimando suas roupas para fazer tochas e incendiar a floresta. E também possibilita que se caminhe muito mais rápido à noite. Dentre os modelos de lanterna, as mais práticas são as de cabeça que você fique com as mãos livres.
CapaceteO capacete é um equipamento muito importante em várias modalidades de esportes. Na escalada e no ciclismo de forma geral por exemplo, ele é fundamental. Apesar de funcionarem do mesmo jeito, dependendo do esporte, ele pode ter algumas diferenças como aerodinâmica, suporte para lanterna, etc.  Neosphere_-10REG_[1] O saco de dormir é o equipamento quase obrigatório na hora de dormir. Por sua construção, consegue ser extremamente quente com pouco peso e volume.
isolante O isolante é usado para não deixar passar o frio do solo e proporcionar um mínimo de conforto no sono. Muito leve, mas pode ser danificado em trilhas fechadas se carregado do lado de fora da mochila. BússolaA bússola é muito importante para longas travessias. É necessário possuir uma carta da região para que ela seja mais útil. Ou pelo menos saber a direção em que se quer ir.
BarracaA barraca é o abrigo contra o vento, neve e a chuva. Também é proteção contra insetos e pequenos animais. Existem modelos ultra leves para duas pessoas  pesando em torno de 1 quilo até barracas super reforçadas para aguentar ventos ciclônicos com mais de quatro quilos. Para o clima tropical, o importante é verificar a capacidade de resistir às chuvas, medida em coluna d’água . Para o Brasil o ideal é 1500 mm ou maior. Protetor solarO protetor solar é extremamente importante em qualquer atividade ao ar livre. Os montanhistas estão sempre expostos à uma incidência muito grande de radiação UV que pode provocar câncer de pele ou envelhecimento. Também não se esqueça do boné ou chapéu!

Escrito por Junior