Bombeiros continuam buscas por vítimas de enxurrada

Trabalhos recomeçaram na manhã desta terça-feira (11).
Seis corpos foram encontrados e identificados.

Trabalhos recomeçaram na manhã desta terça-feira (11).
Seis corpos foram encontrados e identificados.

Os bombeiros recomeçaram na manhã desta terça-feira (11) as buscas por vítimas da tromba d’água que atingiu o Rio Soberbo em Guapimirim, Região Metropolitana do Rio. As informações são do quartel dos bombeiros de Magé, responsável pelos trabalhos no local.

 De acordo com os bombeiros, ainda há uma pessoa desaparecida. No entanto, segundo parentes de uma das vítimas, ainda haveria outra pessoa desaparecida, informação não confirmada pelos bombeiros.

 

 Corpos foram identificados

Os seis corpos resgatados depois que uma tromba d’água atingiu o Rio Soberbo em Guapimirim, na Região Metropolitana no domingo (9) foram identificados na tarde de segunda-feira (10) pelo Instituto Médico Legal. As famílias das vítimas compareceram ao local, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e ajudaram no reconhecimento.

 As vítimas foram identificadas como Isabele Santos Rodrigues, de 31 anos; Juliana Costa Viana, de 24 anos; Thainá Leal Galvão, de dez anos; Erenilton Bispo Santos, 66; Rodrigo Freitas Ferreira, de 21 e João Marcos Santana de Oliveira, de 43 anos.  

 

 Sinais da tromba d’água

De acordo com especialistas, o primeiro sinal de uma tromba d’água é o aparecimento de galhos e folhas na água. É o que explica o meteorologista Valdo Marques, chefe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

 “A água começa a ficar um pouco suja, com o aparecimento de galhos de árvores. O pessoal local sabe disso e sai da água. O pessoal que é de fora, não”, explica Marques, que conhece bem a região.

Segundo o meteorologista, a tromba d’água é uma chuva forte, que ocorre durante poucos minutos e ocasiona a cabeça d’água, uma enchente também repentina.

 Entenda a diferença entre tromba d’água e cabeça d’água.

“O que ocorreu foi um temporal na Serra, uma chuva muito forte que causou a enchente repentina. Foi na cabeceira do Rio. Como a inclinação é muito grande, a enchente ocorreu rapidamente”, explicou.

No meio da tarde de segunda havia novo risco de correnteza forte e muitos visitantes tiveram que deixar o lugar às pressas.

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