Desmatadores do Mato Grosso tentam enganar satélite

Exploração sem derrubada total da floresta impedia detecção do crime ambiental por satélite. (Foto: Divulgação) Exploração seletiva escondia destruição dos satélites. Material apreendido foi avaliado em R$ 1 milhão.
O acaso levou fiscais do Ibama a encontrarem uma área de 32 km² de exploração irregular de madeira no município de Nova Ubiratã, em Mato Grosso. Eles circulavam na região após visitarem outra área de desmatamento e acabaram se perdendo, indo parar na fazenda onde milhares de metros cúbicos de madeira cortada ilegalmente estavam acumulados.  

 Ao todo, foram apreendidos 3.337 metros cúbicos de madeira (o suficiente para encher 133 carretas). Os agentes demoraram duas semanas para fazer o levantamento do material apreendido, como informa o chefe da fiscalização do órgão federal ambiental em Sinop (MT), Evandro Selva. O lugar foi encontrado no dia 2 de junho e o produto da apreensão foi avaliado em cerca de R$ 1 milhão. 

Entre as toras apreendidas havia principalmente as variedades itaúba e cambará. A exploração era feita de maneira seletiva, ou seja, sem derrubada total da floresta. Por isso, apesar da grande extensão, o desmatamento ilegal não aparecia no mapeamento fornecido pelo instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

 Segundo Selva, já não restavam em pé árvores de interesse para exploração madeireira no local. No momento da chegada dos fiscais, não foi encontrado ninguém. Uma pessoa se identificou como proprietária da área posteriormente, embora sem apresentar documentação. O desmatamento ilegal lhe rendeu multa de R$ 15 milhões. O principal desafio agora é remover a madeira da fazenda para evitar que seja roubada.

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