Arquivo da categoria: Relatos

Relatos de aventuras e escaladas.

ATENÇÃO! Alguns fatos relatados aqui são provenientes de erros de planejamento ou riscos inerentes do montanhismo, canoagem, cicloturismo, etc. Pessoas que praticam esportes de aventura e atividades em ambiente natural estão sujeitas a quedas, afogamento, envenenamento, hipotermia, paralisia, amputação, desaparecimento em áreas selvagens, etc. Não incentivamos ninguém a se aventurar sem procedimentos de segurança ou conhecimento específico para a atividade pretendida.

Aconcagua Sin Mulas

Tem sempre um momento que eu me dou conta que a aventura realmente começou. Desta vez foi quando o ônibus da Viação Expresso Uspallata partiu e me deixou com a pesada mochila de frente para o acesso ao Parque Provincial do Aconcagua, na Rota 7, rodovia que liga Mendoza, na Argentina, a Santiago do Chile, cruzando a Cordilheira dos Andes.

O sol abrandava o frio da manhã e o vento alastrava a poeira marrom por toda a parte.

À minha volta, gigantescas montanhas. Parte do meu objetivo se mostrava na direção norte: o Monte Aconcagua.

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Caminho da Luz de Bike

Era uma quarta-feira 20 de abril, véspera do feriado de Tiradentes. Fui na rodoviária comprar passagem para Tombos – MG, porem não tinha mais. A cidade mais próxima que teria vaga era para Carangola – MG, então comprei duas passagens para mim e Xanda. Chegamos em Carangola as 6:30 h da matina de quinta-feira, fui me informar sobre o ônibus que iria até Tombos – cidade onde inicia-se o Caminho da Luz, mas havia saído um as seis e só teria outro as nove. Nesse exato momento começava a aventura. Perguntei para o funcionário da Viação Real, responsável pelo trajeto:

– São quantos quilômetros de Carangola até Tombos? Continue lendo Caminho da Luz de Bike

O 3º lugar em Tinguá garantiu o geral no Circuito de 2006!

campeoesProva muito exigente com uns 40 km de trekking, 12 de canoagem e uns 40 de bike que completamos em 23:40 h.

Melhores momentos:

No início, pra ganhar algum tempo, cortamos caminho por um pasto após transpor uma cerca de arame farpado para evitar uma volta pela estrada que todas as equipes a nossa frente pegaram. No meio do pasto havia um córrego barrento cheio de mato e assim que me preparei para meter o pé na água, vi uma cobra marrom fugindo assustada com o barulho.
Gritei: COBRA!! Mas pulei dentro d’água assim mesmo.
Mônica, que vinha atrás, disse que não ia pular.
– Mas tem que pular – Retruquei, não havendo outro jeito realmente a não ser voltar tudo e pegar a estrada.
Mônica pulou na água.

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Petró – Terê Selvagem

Chuva e relâmpagos logo acima de nossas cabeças. À medida que subíamos, parecia que entraríamos na tempestade elétrica. A sensação era de estar caminhando para o meio de um tiroteio rezando pra não ser alvo de uma bala perdida. A possibilidade de voltar frequentemente era analisada. A idéia de não precisar resgatar o carro depois de cansados seduzia. Enquanto seguíamos setas e totens que levavam a um caminho que não existia, os trovões e relâmpagos ficaram mais frequentes e violentos. O pessoal insistia em voltar ou nos deslocarmos mais para sul, pro lado dos Portais do Hércules, já que a maioria dos relâmpagos, raios e trovões agora caiam pro norte. Esse também era meu argumento para continuarmos a andar. Eram cinco da tarde e ainda dava tempo de pelo menos achar a trilha. 

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Correndo Atrás de Aventura

7:00 da manhã de domingo e eu pensava onde ou o que estariam fazendo a maioria das pessoas que eu conheço. Provavelmente dormindo naquela manhã chuvosa. Era divertido pensar nisso enquanto me dava conta da minha situação: 13 horas de corrida e atravessávamos um lago a nado enquanto chovia forte com pingos grossos que respingavam ao bater na água. Este lago parecia um cenário pré histórico com pontas enegrecidas de troncos que um dia já haviam sido árvores e agora, inundadas, saiam da água apontando para o céu.

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Boia Cross em Paracambi

DSC06773Minha última ação foi manter à direita pra enfrentar as ondas maiores, já que no dia anterior eu fui pelo meio do rio. Só me lembro de ter descido o primeiro degrau e ficar de frente pra primeira onda, que parecia maior ainda do que ontem. Pensei novamente: Não vai dar! Agora vou virar!

E virei. Que sensação de impotência! Água batendo na cabeça, lutando em vão pra me manter fora d`água, mesmo em pé, quando submergia, meus pés não tocavam o fundo, eu tentava puxar a boia pra perto de mim pelo strap, esta virava e caia na minha cabeça, eu estava bebendo água pra diabo quando eu me dei conta que eu ali era apenas um pé de meia numa máquina de lavar.

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Descobrindo a Via Leste do Dedo de Deus

Quando cheguei nesse ponto, os dois me disseram que a próxima escalada eu guiaria, pois era o meu estilo! Aceitei prontamente, mas desconfiando que estilo seria esse… Dois grampos e uma curva depois, descobri que só poderia ser o estilo de se fuder, porque eu estava numa rampa de aderência bem inclinada com somente um entalamento de mão à esquerda e uma pedra formando uma espécie de canaleta onde eu empurrava minhas costas contra para não escorregar. Abaixo de mim somente o vazio. A mochila atrapalhava muito com as botas volumosas dentro e, em alguns pontos, não era possível entalar a mão esquerda. Começou a passar pela minha cabeça desistir, senti escorregar um pouco, blasfemei pela lama do diedro inicial na minha sapatilha, o grampo que era longe, tentei tirar um friend, me preparei para uma queda linda de uns dez metros, pêndulos, ficar pendurado no vazio… Continue lendo Descobrindo a Via Leste do Dedo de Deus

Mauá – Itamonte: Travessia Invernal na Mantiqueira

Pra um pais celebrado por suas paisagens tropicais, maio/julho sempre foi sinônimo de montanha. Proximo de sampa há a extensa Serra da Mantiqueira, q alem de refugio invernal oferece um sem-numero de opções de caminhadas de todo tipo. Uma delas é a Mauá/Itamonte, q atravessa em 3 dias moderados parte desta enorme serra, contorna o + antigo pq nacional do pais (Itaitaia) e proporciona visuais belíssimos de montanhas, vales e é agraciada c/ muitas nascentes de agua cristalina.

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Mauá – Itamonte por Jr e Bia

Às onze, despertamos num susto pra logo após tomar outro susto: o grupo de SP não estava lá. Comecei a me preocupar e me lembrei de uma chamada não atendida no meu celular de Bob que eu não consegui retornar. Teriam eles partido no dia anterior? Estariam apenas atrasados? Aguardava enquanto tentava ligar para os celulares de Bob e Luizão – caso furasse lá em Mauá, eu tinha a idéia de subir com o pessoal que ia pra Marins – Itaguaré. O tempo passava, almoçamos um prato feito num pequeno estabelecimento lá perto e decidi encarar aquela travessia assim mesmo, somente com a Bia. Saí procurando informações com os moradores do local.

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De Barra de Guaratiba à Ilha Grande de Caiaque

biaA Bia, entre outras coisas, nunca tinha acampado, andado de caiaque e no domingo de carnaval eu a enganei dizendo que iríamos andar nos canais e mangues de Barra de Guaratiba e acabamos chegando na Ilha Grande no fim da tarde de segunda-feira!

Animado com a otimista previsão do tempo, imprimi a tábua de marés, um mapa da Restinga da Marambaia, fiz um croqui a mão de um da Baia de Sepetiba e com um irônico pedacinho de esperança incluí a pontinha leste da Ilha Grande. Continue lendo De Barra de Guaratiba à Ilha Grande de Caiaque