Rodrigo Raineri relembra escaladas e fala dos projetos futuros em Palestra do


Belas fotos fizeram parte da apresentação
Foto: Thiago Padovanni/ www.webventure.com.br

Público lotou o auditório
Foto: Thiago Padovanni/ www.webventure.com.br

O montanhista Rodrigo Raineri foi o convidado para o último encontro do Circuito Webventure de Palestras de Aventura, que aconteceu na noite de ontem (21), no auditório da Academia Competition, em São Paulo.

A extensa experiência do montanhista prendeu a atenção do público presente, que ouviu atentamente as histórias de Raineri nas mais altas montanhas do mundo.

Com fotos e vídeos, o brasileiro começou falando da expedição ao Aconcágua, na Argentina, mostrando as rotas e explicando cada detalhe das vias necessárias para chegar ao cume. “Tecnicamente é uma montanha simples, que se faz caminhando. Porém possui ventos de mais de 100 km/h”, disse.

Além dos ventos, o frio intenso faz com que somente pessoas bem preparadas consigam completar o Aconcágua. O brasileiro escalou a montanha no verão, onde há infra-estrutura, inclusive de resgate, e no inverno, onde não há nenhuma estrutura.

Rodrigo, que dá cursos de escalada em gelo, rocha e alta montanha, comparou a prática do esporte a um curso de línguas. “Você nunca sabe tudo. Aprende um pouco, precisa saber o básico para ir a outro país, mas só terá experiência estando no local”, disse.

Além das aventuras nas altas montanhas, Rodrigo falou do safári que fez na África após escalar o Monte Kilimanjaro, destacando a caça dos animais como uma das cenas mais impressionantes que ele presenciou.

Everest – Rodrigo contou com detalhes todos os caminhos que levam ao Monte Everest, o mais alto do mundo. Segundo ele, a aventura começa mesmo em Luckla, onde a pista de pouso fica no alto de uma montanha, tem apenas 67 metros, e termina em um desfiladeiro. “Só de pousar ali já vale a aventura”, disse, provocando risos nos presentes.

Raineri espera voltar ao Monte Everest em 2008. “Já estou com alguns patrocínios e tentarei ir pela face sul”, disse. Segundo ele, a face norte é considerada mais “fácil” do que a sul.

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