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A morte do alpinista espanhol no Anapurna

Em 27 de maio, o topo do Annapurna  viveu um dia histórico, com um assalto ao cume conjunto de mais de vinte alpinistas. Entre eles estava a Coreana Oh Eun-Sun, que ao chegar ao cume se tornou a primeira mulher com os catorze oito mil (na pendência de exame pelo seu pico no Kangchenjunga). Ela foi acompanhada por pelo menos dois alpinistas coreanos e sete Sherpas. Entre as 2:00 e as 03:00 horas, todos quiseram deixar o C4, com duas dificuldades adicionais, que tinham prejudicado eles entre o C3 e o C4, de acordo com Colibasanu: o progresso lento, devido à queda de neve recente, e a fila que se formou por causa do acúmulo de pessoas nas cordas fixas. Além disso, as previsões meteorológicas previam ventos de até 50 km / h no topo.

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Polêmica na primeira conquista feminina dos 14 8.000

Miss Oh

Miss Oh acaba de se tornar a primeira mulher a entrar na seleta lista de alpinistas que escalaram os catorze picos com mais de 8.000 metros da Terra. Os catorze oito mil da coreana Oh Eun-Sun, no entanto, continuam a ser questionados, por causa da controvérsia que rodeou a sua ascensão ao Kangchenjunga nesta primavera.

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Katayama, ex-F-1, sobrevive a acidente no Monte Fuji

Tóquio – O japonês Ukyo Katayama, que disputou 95 GPs da Fórmula 1 entre 1992 e 1997, escapou de um grave acidente nesta sexta-feira, durante uma escalada no Monte Fuji. O ex-piloto, de 46 anos, é um amante do alpinismo e dedica-se à prática desde que deixou as pistas. Continue lendo Katayama, ex-F-1, sobrevive a acidente no Monte Fuji

Clube Alpino Paulista comemora 50 anos com palestras

–/> Clube defende a escalada sem oxigênio suplementar Reunindo fundadores, simpatizantes e praticantes, no último sábado, dia 30 de maio, o Clube Alpino Paulista (CAP) celebrou os cinqüenta anos da entidade (fundada em 26 de maio de 1959) em São Paulo com palestras e bate-papos informais. O evento contou com a presença do casal Paulo e Helena Coelho, Carlos Comensaña (escalador argentino) e Sergio Kunstmann (Chile), e também do fundador do clube, Domingos Giobbi. Sérgio Robles, atual presidente do CAP ressalta que a importância da participação dos membros do clube é de inspirar os novos e antigos praticantes. “É inspirador tê-los aqui, ficamos com o exemplo de que é possível escalar montanhas de gelo, entre outras montanhas. Hoje temos certeza que, apesar dos 50 anos, a importância do clube é de ser referência da modalidade no Brasil”, declarou o dirigente que explicou que a origem do clube é diferenciada em relação a outras entidades no país, voltadas para o excursionismo. “Estou contente com os 50 anos. Quando fundei o clube era o único que queria uma entidade em estilo europeu, voltado para escaladas em rochas e gelo. Os outros membros desapareceram após uns dois meses e fiquei sozinho. É preciso ter dedicação, conhecimento do que está fazendo. É um sacrifício voluntário que é necessário para dar certo”, revelou Giobbi, fundador da entidade. O Clube Alpino Paulista tem por ideologia a escalada em montanhas sem o uso de oxigênio suplementar, bastante defendido pelos atuais e antigos membros. “Existe uma diferença muito grande entre escalar uma montanha oito mil com oxigênio; escalar um Everest, por exemplo, com oxigênio a razão de 4 litros/minuto equivale, em termos de esforço físico, a subir o Aconcágua sem oxigênio. De certa maneira, é como se estivesse “roubando”. Se não tem a malícia, preparo físico e psicológico, para que arrumar uma ajuda de fora. Nossa cultura no clube é de não usar oxigênio” declarou Robles. Palestra – Helena e Paulo expuseram grande parte de suas aventuras, desde o início no Centro Excursionista Universitário da Universidade de São Paulo. Apesar de todas as montanhas que já escalaram, o único desafio que ainda falta para o casal é conquistar o cume do Everest sem auxílio de oxigênio suplementar. “Quando começamos, o desafio era a falta de informação, de equipamentos; mas isso acabou melhorando nossa qualidade técnica e o incentivo de todos do Clube Alpino Paulista cresceu e nos fez querer mais”, disse Helena. Domingos Giobbi logo após a palestra, não escondeu a felicidade com a presença do casal e afirma a credibilidade do CAP. “Com o tempo, dei aula para muitos alpinistas e hoje com essa celebração mostra que o clube não deixará de existir. Tem pessoas boas, com nível intelectual altíssimo, mas muito dedicado e com talento. Hoje o clube é eterno”.