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FAQ – Esportes Radicais

  • O que é esporte radical? É um termo originado da expressão inglesa xtreme sports. Trata de forma genérica dos esportes de ação, ao ar livre ou de aventura. Esportes de ação ou de aventura podem ser considerados como aqueles que oferecem mais riscos do que os esportes em geral, tornando-os assim mais emocionantes aos praticantes ou os que exigem um maior esforço físico ou maior controle emocional. Normalmente os praticantes não gostam de usar esta denominação.
  • Por quê é considerado esporte radical? Porque estão envolvidos em situações extremas de limite físico ou psicológico dos participantes.
  • Quais são as esportes mais conhecidos? Escalada, rafting, trekking, paraquedismo, snow board, voo livre, base Jump,  etc.
  • Tem alguma pessoa em especial que tenha iniciado essa modalidade de esporte? Cada atividade tem uma estória específica, alguns, como a escalada, existem, há muito tempo, tendo sua origem, de um modo geral, desconhecida. Marcam o início do montanhismo, a conquista do Mont Blanc, e no Brasil, a conquista do Dedo de Deus. No caso do trekking, a palavra trek tem sua origem na língua africâner, da África do Sul. Passou a ser amplamente empregada no início do século XIX, pelos vortrekkers, primeiros trabalhadores holandeses que colonizaram a África do Sul. O verbo trekken significava migrar e carregava uma conotação de sofrimento e resistência física, numa época em que a única forma de se locomover de um ponto a outro era caminhando. Quando os britânicos invadiram a região e estabeleceram seu domínio político na África, a palavra foi absorvida pela língua inglesa e passou a designar as longas e difíceis caminhadas realizadas pelos exploradores em direção ao interior do continente, especialmente na busca de novos conhecimentos, como a nascente do rio Nilo e as neves do monte Kilimanjaro.
  • Qual o motivo das pessoas abandonarem o conforto das grandes cidades para praticar esportes radicais? Provavelmente a procura por aventura e a fuga da monotonia do dia a dia de uma cidade grande seja o principal motivo. O esporte em geral é um grande escape para o stress urbano, geralmente originado por excesso de trabalho, má alimentação, violência, trânsito, etc. O contato com a natureza, também é um principal motivo para se praticar estas atividades.
  • Quais as pessoas mais indicadas para praticar esses esportes? Como qualquer atividade física, é necessário somente que se comece aos poucos, respeitando-se os limites de cada um. Observando estas recomendações, qualquer pessoa pode praticar.
  • Há alguma idade especifica para prática? Não.
  • Aonde é mais praticado? Um dos esportes que mais vêm crescendo em todo o mundo é o trekking, por não precisar de equipamentos especiais e poder ser praticado em praticamente qualquer parte. Normalmente é feito em trilhas por florestas e montanhas, mas também é feito em praias ou glaciares.
  • O que é necessario para praticar esse tipo de esporte? Alguns esportes como a escalada ou o mergulho exigem uma certa quantidade de equipamento algumas vezes bem caros, além de, claro, o conhecimento das técnicas usadas. É recomendável aos iniciantes que acompanhem sempre alguém mais experiente ou façam cursos antes de se aventurarem sozinhos.
  • Alguma restrição fisica? Se você é cego, evite a caça submarina, quem sabe talvez o trekking ou rafting.
  • Psicologica? O medo é a principal barreira psicológica encontrada, as pessoas têm fobias de todos os tipos, como medo de altura, de lugares fechados, etc.
  • É necessário algum curso? Em alguns casos é essencial. São exemplos o paraquedismo, o mergulho autônomo, o voo-livre e etc. Além disso a experiência também é muito importante.
  • Aonde encontramos esses cursos?
    Cursos de escalada www.femerj.org.br
    Links diversos www.trilhaecia.com.br/links

  • Em media, qual o custo desses cursos? Varia-se muito. Paraquedismo, escalada pode ser encontrado em torno de 400 reais.
  • Quais os riscos? Deve-se sempre pensar muito na segurança, mas os riscos variam desde uma escoriação, devido a um escorregão numa trilha, ou morte por quedas em paraquedismo, alpinismo, escalada. Entre os esportes mais perigosos estão o Base Jump, onde o praticante se atira de um prédio, montanha ou ponte com um pára-quedas e somente alguns segundos para abri-lo e o mergulho em cavernas onde se mergulha em labirintos submersos sem iluminação natural, usando um cabo guia que vai sendo desenrolado para o mergulhador não se perder – o que seria morte certa depois de algumas horas, com o término do oxigênio.
  • Quais os cuidados necessários para a prática? Em primeiro lugar com o meio ambiente e o impacto que sua atividade irá causar e em segundo com a segurança dos praticantes. Recolha todo o lixo e evite destruir ou sujar de qualquer forma a natureza ao seu redor!
  • É necessário algum curso de primeiros socorros? É sempre bom ter conhecimentos de primeiros socorros. Em alguns esportes como o vôo-livre, estas noções são passadas junto com o curso de vôo.
  • O que fazer se ocorrer um acidente? O ideal é tentar chamar ajuda ou resgate, dependendo da gravidade. Um telefone celular neste caso será muito importante. Somente em último caso tente transportar uma pessoa que sofreu uma queda grave. No caso de picadas de cobras ou escorpiões, o importante é tentar remover a pessoa imediatamente para um hospital ou posto de saúde, levando, se possível, o animal que atacou.
  • No começo, houve algum motivo para te impedir de praticar esses esportes? Para mim a única restrição é o dinheiro para comprar alguns equipamentos ou financiar certas viagens.
  • Quais são os equipamentos necessários? Existe uma infinidade de equipamentos. Para escalada, ou canioning usa-se basicamente os mesmos, que são:
    • Bauldrier, cinto-cadeira ou cadeirinha, que é um cinto preso em torno da cintura e pernas.
    • Corda, que dependendo da atividade, terá características próprias, como espessura, comprimento e elasticidade.
    • Mosquetões, que são argolas com fechos, de uma liga de alumínio muito leve, mas que aguentam grande quantidade de peso, utilizados para unir cordas, fitas e o bauldrier.
  • Aonde podemos comprá-los? Existem lojas especializadas que em geral vendem equipamento para vários esportes ao ar livre.
  • Quais os custos em média dos equipamentos? A escalada é sem dúvida um dos mais caros e que tem a maior quantidade de equipamento, aqui vai a média do equipamento básico.
    • Baudrier R$ 200,00
    • Corda dinâmica de 10,5 mm c/ 60m R$ 600,00
    • Mosquetão R$ 50,00
    • Sapatilha R$ 200,00
      Em algumas modalidades de escalada, como o alpinismo, que é a escalada no gelo em altas montanhas ou a Big Wall, que é a escalada de paredões imensos que duram vários dias, pode-se levar a quantidade de equipamento equivalente ao de uma pequena loja.
  • Quais os cuidados necessários para preservá-los? Cada material tem seus cuidados específicos, como exemplo, a corda de escalada não deve ser deixada ao sol ou em contato com areia, terra desnecessariamente, para que sua vida útil seja maior, todo equipamento que entre em contato com água salgada deve ser lavado com água doce após o uso, etc.
  • Esses esportes são muito procurados no Brasil? Devido às suas formações naturais e grande beleza, o Brasil é um país onde se pratica diversas atividades ao ar livre e tem no estado do Rio de Janeiro diversas montanhas e um grande centro de escalada urbano visitado por pessoas de todos os países. Em Brotas, SP, o rafting, ou descida de corredeiras em bote, é muito praticado devido as características dos rios da região.
  • Esse tipo de esporte é bem desenvolvido no Brasil? Na maior parte essas atividades são praticadas de forma indepentente e aos poucos vêm aparecendo mais federeções e competições de rafting, canoagem, corridas de aventura – uma espécie de triatlon envolvendo diversas modalidades de esportes de aventura.
  • Hoje em dia eles são mais praticados como lazer ou profissão? O lazer ainda é o motivo principal.
  • Esses esportes são bem remunerados? Talvez para poucos, patrocinados por marcas de equipamentos ou roupas de esporte, que têm o esporte como profissão. Principalmente no exterior.
  • O clima influencia na prática? Sim, cada região, tem suas características e o clima é fundamental nos esportes ao ar livre, sendo a mudança climática, grande causa de acidentes.
  • De que forma as variações climáticas influem no esporte? As más condições metereológicas são muitas vezes a causa de graves acidentes, por isso é importante saber reconhecer os sinais que ela te dá. Muitas expedições a grandes montanhas nos Andes, Alpes e Himalaia, sucumbem a avalanches ou nevascas, no Brasil, a incidência de raios é enorme, por isso a temporada de montanhismo começa em maio e acaba antes do verão, evitando assim as grandes tempestades elétricas, trombas d’água e enchentes.

 

Corrida de Aventura – Orientação

Por mais que se estude orientação, nada substituirá a prática em campo, e principalmente em provas que exijam muita navegação em trekking por locais inexplorados.

Com relação às corridas de aventura realizadas no Brasil, podemos apresentar algumas dicas úteis, que foram fruto do aprendizado em provas:

  • Tenha o cuidado de sempre saber a sua localização. Não adianta dominar todas as técnicas de orientação e não ter este cuidado. Se não se sabe onde está, como saber para onde ir? Isto pode parecer óbvio, mas na verdade torna-se muito complicado principalmente nas provas longas, do tipo expedição, como a EMA, pois exige muita concentração do navegador.E com o passar dos dias, na ausência de sono e stress físico constante, é muito difícil manter a concentração. Por isso o ideal é que numa equipe sempre exista mais de um navegador, para assim revezar esta responsabilidade. Cabe lembrar também que em algumas provas exige-se a divisão da equipe em dois grupos que seguem caminhos diferentes, daí a necessidade de um segundo navegador ser ainda maior.
  • Com a experiência, você vai aprender a interpretar corretamente tudo o que o mapa indica. Por exemplo: alguns cursos de água, dependendo da época do ano, podem estar secos, e se você ignorar isto pode perder muito tempo até descobrir o que aconteceu. Com a prática, também, torna-se mais fácil analisar o terreno e a vegetação e calcular distâncias de trilhas e estradas.
  • O contato com moradores locais é uma fonte preciosa de informações. Às vezes eles conhecem caminhos (atalhos) que não constam dos mapas, e também podem tirar dúvidas, dar direção correta, informar distâncias, etc. Mas deve-se ter o maior cuidado ao obter e usar estas informações. Muitas vezes, nomes de fazendas e sítios que constam do mapa já mudaram ou não existem mais.Procure conversar com calma, sem influenciar a resposta. Já presenciamos casos de competidores impacientes que exigiram respostas rápidas, o que acabou confundindo as pessoas e lavaram-nas a dar informações incorretas.
  • O pior erro a ser cometido é o de andar em um caminho que siga paralelo ao correto. Neste caso, a bússola sempre vai indicar que a direção está certa, o que não significa que o caminho seja o correto. Na EMA-99, várias equipes seguiram por um vale paralelo ao que procuravam, o que levou à perda de preciosas horas.
  • Nunca se esqueça de proteger os mapas. O ideal é plastificar os mapas depois de plotados (isto é possível quando os mapas são entregues com antecedência suficiente). Outra solução é usar o papel contact. Neste caso, deixe uma borda grande o suficiente para evitar a entrada de água no caso de o mapa ficar submerso (isto acontece com freqüência maior do que se imagina).
  • Nos trechos de mountain bike, é bastante útil fazer a medida das distâncias usando um curvímetro (aparelho para medir distâncias em mapas – ver abaixo) e anotá-las de forma bem visível no mapa. Anote as distâncias para as referências mais notáveis, como pontes, bifurcações, entroncamentos, linhas de energia etc.Desta forma, evita-se ter que olhar constantemente para o mapa, o que dificulta a pilotagem. Algumas equipes chegam a converter o mapa num tipo de planilha, como as de rally, onde desenham as referências e respectivas distâncias. Outra dica é adaptar um suporte para os mapas na bike, o que agiliza bastante a leitura. Não é preciso dizer que é fundamental ter um computador de bike, devidamente calibrado, para medir as distâncias percorridas. O ideal é ter até mais de uma bike (ou todas) com este equipamento, pois costuma dar problemas devido ao barro acumulado e trepidações.
  • Em provas onde seja permitido o uso de GPS, recomendo o eTrex da Garmin. Ele é compacto, leve, resistente à água e consome pouca bateria (duas pilhas AA duram cerca de 12 horas). Usamos este GPS no Elf Authentique Aventure sem nenhum problema. Lembre-se de configurá-lo para usar o sistema de coordenadas UTM e o map datum chamado Córrego Alegre, que é o mais adequado para o Brasil. Existe uma versão do eTrex que possui inclusive um altímetro por sensor de pressão.
  • Para fazer as anotações no mapa, plotar os PCs e o caminho a ser percorrido, use canetas de fácil visualização, como os marcadores de texto e canetas hidrográficas. É horrível ficar procurando um ponto no mapa que não esteja bem visível, principalmente à noite.

Corrida de Aventura – Coordenadas e Altímetros

Nas corridas de aventura, os PCs são localizados no mapa através de suas coordenadas geográficas. Estas coordenadas podem ser fornecidas em vários formatos, mas o mais comumente utilizado é o UTM (Universal Tranversa de Mercator).

Este sistema baseia-se numa distância em metros a partir de uma referência (ex. o Equador e o Meridiano principal). Com ele, torna-se muito fácil plotar os PCs, pois com base na escala do mapa e nas coordenadas fornecidas, calcula-se a medida em milímetros a partir de uma das linhas de referência da quadrícula. Todos os mapas do IBGE, usados nas corridas de aventura no Brasil, usam coordenadas UTM.

Altímetros

Combinado com a bússola, o altímetro é um instrumento importante na navegação. Combinando as leituras dos dois instrumentos, é possível determinar com boa precisão a sua localização em determinados casos. Se está seguindo uma trilha íngreme, por exemplo, a leitura do altímetro (sua altitude em metros) indicará o ponto onde a curva de nível correspondente no mapa faz intersecção com a trilha.

Quanto maiores os desníveis do percurso de uma corrida de aventura, maior é a utilidade do altímetro. Em algumas provas, ele faz parte até da lista de equipamentos obrigatórios. Os melhores modelos que já tivemos a oportunidade de usar são os da Casio (triple Sensor) e da Suunto (Vector).