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O Uso da Bússola

Na verdade, a única coisa que a bússola faz é apontar o Norte Magnético. E não é a coisa mais precisa do mundo. A agulha da bússola pode ser desviada por grandes quantidades de minério de ferro, objetos de aço, linhas de alta tensão e outras bússolas (quando próximas demais). E nestes casos, a agulha indicará uma falsa direção. Assim, é preciso avaliar a qualidade e características de sua bússola antes de cada saída em campo. Mais adiante veremos como fazer isto. Continue lendo O Uso da Bússola

Cartas Topográficas e Bússolas

CARTA TOPOGRÁFICA:

Voltando ao nosso tempo de escola, vamos ver se conseguimos refrescar nossa memória.

Carta topográfica nada mais é do que um mapa, mas com grande riqueza de detalhes, dependendo da sua escala. Se lembra da escala??Não da Escala FM ou escala musical, e sim a escala da carta. Escala é a relação de distância do mapa para o terreno normal.

Por exemplo, um mapa com a escala de 1:25.000 quer dizer que cada centímetro no mapa equivale a 25.000 centímetros no solo. Agora basta você converter essa medida em outras grandezas, como metros ou quilômetros. Continue lendo Cartas Topográficas e Bússolas

Perdidos na Selva

Perdido em uma selva, sem mapa, comida, combustível, bússola e água. Primeira regra à se seguir é bem difícil, mas, extremamente necessária: manter a calma.
A situação nessas condições é quase sempre muito desesperadora, por isso, manter a calma é fundamental para que se possa raciocinar com clareza e chegar a conclusões que sejam benéficas para você e para o grupo que o acompanha. Continue lendo Perdidos na Selva

Corrida de Aventura – Orientação

Por mais que se estude orientação, nada substituirá a prática em campo, e principalmente em provas que exijam muita navegação em trekking por locais inexplorados.

Com relação às corridas de aventura realizadas no Brasil, podemos apresentar algumas dicas úteis, que foram fruto do aprendizado em provas:

  • Tenha o cuidado de sempre saber a sua localização. Não adianta dominar todas as técnicas de orientação e não ter este cuidado. Se não se sabe onde está, como saber para onde ir? Isto pode parecer óbvio, mas na verdade torna-se muito complicado principalmente nas provas longas, do tipo expedição, como a EMA, pois exige muita concentração do navegador.E com o passar dos dias, na ausência de sono e stress físico constante, é muito difícil manter a concentração. Por isso o ideal é que numa equipe sempre exista mais de um navegador, para assim revezar esta responsabilidade. Cabe lembrar também que em algumas provas exige-se a divisão da equipe em dois grupos que seguem caminhos diferentes, daí a necessidade de um segundo navegador ser ainda maior.
  • Com a experiência, você vai aprender a interpretar corretamente tudo o que o mapa indica. Por exemplo: alguns cursos de água, dependendo da época do ano, podem estar secos, e se você ignorar isto pode perder muito tempo até descobrir o que aconteceu. Com a prática, também, torna-se mais fácil analisar o terreno e a vegetação e calcular distâncias de trilhas e estradas.
  • O contato com moradores locais é uma fonte preciosa de informações. Às vezes eles conhecem caminhos (atalhos) que não constam dos mapas, e também podem tirar dúvidas, dar direção correta, informar distâncias, etc. Mas deve-se ter o maior cuidado ao obter e usar estas informações. Muitas vezes, nomes de fazendas e sítios que constam do mapa já mudaram ou não existem mais.Procure conversar com calma, sem influenciar a resposta. Já presenciamos casos de competidores impacientes que exigiram respostas rápidas, o que acabou confundindo as pessoas e lavaram-nas a dar informações incorretas.
  • O pior erro a ser cometido é o de andar em um caminho que siga paralelo ao correto. Neste caso, a bússola sempre vai indicar que a direção está certa, o que não significa que o caminho seja o correto. Na EMA-99, várias equipes seguiram por um vale paralelo ao que procuravam, o que levou à perda de preciosas horas.
  • Nunca se esqueça de proteger os mapas. O ideal é plastificar os mapas depois de plotados (isto é possível quando os mapas são entregues com antecedência suficiente). Outra solução é usar o papel contact. Neste caso, deixe uma borda grande o suficiente para evitar a entrada de água no caso de o mapa ficar submerso (isto acontece com freqüência maior do que se imagina).
  • Nos trechos de mountain bike, é bastante útil fazer a medida das distâncias usando um curvímetro (aparelho para medir distâncias em mapas – ver abaixo) e anotá-las de forma bem visível no mapa. Anote as distâncias para as referências mais notáveis, como pontes, bifurcações, entroncamentos, linhas de energia etc.Desta forma, evita-se ter que olhar constantemente para o mapa, o que dificulta a pilotagem. Algumas equipes chegam a converter o mapa num tipo de planilha, como as de rally, onde desenham as referências e respectivas distâncias. Outra dica é adaptar um suporte para os mapas na bike, o que agiliza bastante a leitura. Não é preciso dizer que é fundamental ter um computador de bike, devidamente calibrado, para medir as distâncias percorridas. O ideal é ter até mais de uma bike (ou todas) com este equipamento, pois costuma dar problemas devido ao barro acumulado e trepidações.
  • Em provas onde seja permitido o uso de GPS, recomendo o eTrex da Garmin. Ele é compacto, leve, resistente à água e consome pouca bateria (duas pilhas AA duram cerca de 12 horas). Usamos este GPS no Elf Authentique Aventure sem nenhum problema. Lembre-se de configurá-lo para usar o sistema de coordenadas UTM e o map datum chamado Córrego Alegre, que é o mais adequado para o Brasil. Existe uma versão do eTrex que possui inclusive um altímetro por sensor de pressão.
  • Para fazer as anotações no mapa, plotar os PCs e o caminho a ser percorrido, use canetas de fácil visualização, como os marcadores de texto e canetas hidrográficas. É horrível ficar procurando um ponto no mapa que não esteja bem visível, principalmente à noite.

Como não pular carnaval no Nordeste

Alguns minutos depois comecei a perceber na escuridão, um morro alto à minha esquerda e bem próximo, que me obrigava a tentar contorná-lo pela direita. De repente chego numa espécie de área de estacionamento, com algumas barraquinhas, provavelmente de artesanato ou coisa assim. Reparei então um caminho íngreme por entre a vegetação no tal morro e percebi que o “morro” era uma duna, uma corda auxiliava a subida íngreme. No alto da imensa duna, minha lanterna não conseguia iluminar mais do que alguns metros e eu somente pude ter a sensação do imenso espaço escuro que estava a minha frente. Estava eu na borda da imensa faixa de areia que eu atravessaria nos próximos dias. Continue lendo Como não pular carnaval no Nordeste