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PARNASO inaugura o novo Abrigo de Montanha dos Castelos do Açu

Fechando as comemorações dos 71 anos de criação do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, completado no último dia 30/11, no dia 04 de dezembro entrará em operação o Abrigo de Montanha dos castelos do Açu é um marco na tradicional Travessia Petrópolis-Teresópolis, considerada por muitos a trilha mais bonita do Brasil.

O novo abrigo de montanha tem capacidade para 30 visitantes e segue projeto semelhante ao Abrigo da Pedra do Sino, inaugurado em 2001.

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Agulha do Diabo é uma das 15 escaladas mais desejadas do mundo

Boa notícia para a comunidade escaladora do Brasil. A Agulha do Diabo, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, foi escolhida por escaladores de todo o mundo como uma das 15 escaladas em rocha mais desejadas de todo o planeta.

A pesquisa foi divulgada recentemente pelo conceituado site Hottnez, especializado em viagens e aventura. A Agulha do Diabo teve a honra de estar entre picos e parques famosos, como o El Captain no Parque de Yosemite, na Califórina e as Torres Del Paine, no Chile. Outro monumento brasileiro, o Monte Roraima, também está na lista.

Quem já foi à Agulha sabe que a escalada em si é apenas um detalhe da montanha. A aproximação até a base da via é talvez o grande desafio da Agulha do Diabo, que tem 2.050 metros de altitude, além de contar com um microclima bem peculiar, com chuvas e tormentas que se formam em menos de uma hora. Vá à Agulha, mas procure um guia ou um amigo bem experiente. A via é bem aérea e puxada.


Visitantes multados por usar trilha proibida no PARNASO

No feriadão de Corpus Christi a fiscalização do PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Órgãos, multou um grupo de

visitantes que entrou irregularmente no parque por trilha proibida no Vale do Caxambu. Outro grupo foi multado por jogar lixo e desrespeitar as normas  na área de montanha.

Durante o feriado os ingressos para a Travessia Petrópolis-Teresópolis se  esgotaram, atingindo a capacidade de suporte de 100 pessoas entrando por dia  para a montanha em cada portaria. Alguns montanhistas tiveram que adiar o  passeio para o dia seguinte ou mudar de roteiro.
O grupo autuado entrou irregularmente por trilha proibida e foi multado. A  autuação de grupos que entram por trilhas irregulares é mais freqüente nos  feriados em que a capacidade de suporte da travessia é atingida, mas o  controle dos termos de conhecimento de riscos e responsabilidade permitem a  detecção dos visitantes irregulares.

Os visitantes, um grupo de seis pessoas de São Paulo, foram multados em  R$ 200,00, além do pagamento das taxas devidas, por causar danos à Unidade  de Conservação (Art. 40 da lei de crimes Ambientais). A utilização de  trilhas proibidas dificulta a gestão da visitação, compromete a segurança do  visitante e a preservação dos campos de altitude, já que o número máximo de visitantes é extrapolado.

A definição das trilhas permitidas e proibidas vem sendo travada no  processo de atualização do Plano de manejo do Parque com ampla participação  de montanhistas e interessados em geral. As trilhas proibidas são aquelas  que comprometem a gestão da visitação (acessos irregulares à UC) ou que  cruzam áreas especialmente frágeis, como as trilhas de monitoramento do  macaco muriqui.

Outro grupo foi autuado por despejar lixo nos campos de altitude, além de desrespeitar o horário de silêncio e as restrições ao consumo de bebidas  alcoólicas. O Parque recebeu muitas reclamações de campistas em função do  comportamento inadequado deste grupo no acampamento do Abrigo 4.

Petró – Terê Selvagem

Chuva e relâmpagos logo acima de nossas cabeças. À medida que subíamos, parecia que entraríamos na tempestade elétrica. A sensação era de estar caminhando para o meio de um tiroteio rezando pra não ser alvo de uma bala perdida. A possibilidade de voltar frequentemente era analisada. A idéia de não precisar resgatar o carro depois de cansados seduzia. Enquanto seguíamos setas e totens que levavam a um caminho que não existia, os trovões e relâmpagos ficaram mais frequentes e violentos. O pessoal insistia em voltar ou nos deslocarmos mais para sul, pro lado dos Portais do Hércules, já que a maioria dos relâmpagos, raios e trovões agora caiam pro norte. Esse também era meu argumento para continuarmos a andar. Eram cinco da tarde e ainda dava tempo de pelo menos achar a trilha. 

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Descobrindo a Via Leste do Dedo de Deus

Quando cheguei nesse ponto, os dois me disseram que a próxima escalada eu guiaria, pois era o meu estilo! Aceitei prontamente, mas desconfiando que estilo seria esse… Dois grampos e uma curva depois, descobri que só poderia ser o estilo de se fuder, porque eu estava numa rampa de aderência bem inclinada com somente um entalamento de mão à esquerda e uma pedra formando uma espécie de canaleta onde eu empurrava minhas costas contra para não escorregar. Abaixo de mim somente o vazio. A mochila atrapalhava muito com as botas volumosas dentro e, em alguns pontos, não era possível entalar a mão esquerda. Começou a passar pela minha cabeça desistir, senti escorregar um pouco, blasfemei pela lama do diedro inicial na minha sapatilha, o grampo que era longe, tentei tirar um friend, me preparei para uma queda linda de uns dez metros, pêndulos, ficar pendurado no vazio… Continue lendo Descobrindo a Via Leste do Dedo de Deus

A Travessia Petró-Tere que terminou no Açú

Acordei com o dia claro e o Alessandro em pé na minha frente reclamando que eu não tinha feito a comida deles, olhei para o fogareiro e o gás havia acabado e a água na panela estava fria. Perguntei as horas e eram sete da manhã. Alguns minutos depois chegaram Thatianna e para minha surpresa, Rodrigo, cujo apelido é Mestre, e Daniela também. Daniela xingava muito e dizia a todo momento que iria voltar dali. Thatianna se desculpava por estar dando trabalho, mas não víamos um jeito de deixar elas voltarem sozinhas, tentei convencê-las a ir pelo menos até o Açú, pois poderiam de repente acompanhar algum outro grupo descendo.

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