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Circuito Unimed Rio Terra Fast já tem seus campeões!

Fazenda Itaocaia e Pedra Itaocaia ao fundoNo último domingo, a Cidade de Maricá recebeu a segunda e última etapa do Terra Fast. Foram 58 km de suspense para saber quem iria levar o título e uma premiação de mais de 15 mil reais, sendo 9 mil reais em dinheiro e mais de 6 mil em produtos da Forever Living, Lorpen, Sea to Summit e Deuter.

A 50 km da capital, o local é frequentado por mountain bikers e pilotos de vôo livre por causa da sua geografia e belezas naturais. A sede do evento foi a Fazenda Itaocaia, local onde Charles Darwin ficou hospedado em sua passagem pelo território brasileiro. A prova foi rápida e exigiu raciocínio rápido na orientação. 

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Mudança do T&T para o Google Grupos

Após quase 10 anos, a utilização do antigo provedor se tornou inviável para a continuidade da lista de discussão Trekking & Travessias. 

grupos.com.br bloqueava inúmeras mensagens, demorava horas ou dias para liberar as demais, não repassava para emails do Yahoo ou do Hotmail, etc. Ultimamente estava travando todas as mensagens, fazendo alguns acreditar que a lista tinha acabado.

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Grupo é resgatado na Serra do Mar

 Grupo se perdeu no domingo e passou 22 horas andando pela mata. 

Eles foram resgatados em Cubatão em área de difícil acesso.

Um grupo de turistas que estava perdido na Serra do Mar, em Cubatão, litoral de São Paulo, foi resgatado nesta segunda-feira (24) pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar. Os sete integrantes do grupo são de São Bernardo do Campo, na região do ABC, e acabaram se perdendo no domingo (23).

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FAQ – Esportes Radicais

  • O que é esporte radical? É um termo originado da expressão inglesa xtreme sports. Trata de forma genérica dos esportes de ação, ao ar livre ou de aventura. Esportes de ação ou de aventura podem ser considerados como aqueles que oferecem mais riscos do que os esportes em geral, tornando-os assim mais emocionantes aos praticantes ou os que exigem um maior esforço físico ou maior controle emocional. Normalmente os praticantes não gostam de usar esta denominação.
  • Por quê é considerado esporte radical? Porque estão envolvidos em situações extremas de limite físico ou psicológico dos participantes.
  • Quais são as esportes mais conhecidos? Escalada, rafting, trekking, paraquedismo, snow board, voo livre, base Jump,  etc.
  • Tem alguma pessoa em especial que tenha iniciado essa modalidade de esporte? Cada atividade tem uma estória específica, alguns, como a escalada, existem, há muito tempo, tendo sua origem, de um modo geral, desconhecida. Marcam o início do montanhismo, a conquista do Mont Blanc, e no Brasil, a conquista do Dedo de Deus. No caso do trekking, a palavra trek tem sua origem na língua africâner, da África do Sul. Passou a ser amplamente empregada no início do século XIX, pelos vortrekkers, primeiros trabalhadores holandeses que colonizaram a África do Sul. O verbo trekken significava migrar e carregava uma conotação de sofrimento e resistência física, numa época em que a única forma de se locomover de um ponto a outro era caminhando. Quando os britânicos invadiram a região e estabeleceram seu domínio político na África, a palavra foi absorvida pela língua inglesa e passou a designar as longas e difíceis caminhadas realizadas pelos exploradores em direção ao interior do continente, especialmente na busca de novos conhecimentos, como a nascente do rio Nilo e as neves do monte Kilimanjaro.
  • Qual o motivo das pessoas abandonarem o conforto das grandes cidades para praticar esportes radicais? Provavelmente a procura por aventura e a fuga da monotonia do dia a dia de uma cidade grande seja o principal motivo. O esporte em geral é um grande escape para o stress urbano, geralmente originado por excesso de trabalho, má alimentação, violência, trânsito, etc. O contato com a natureza, também é um principal motivo para se praticar estas atividades.
  • Quais as pessoas mais indicadas para praticar esses esportes? Como qualquer atividade física, é necessário somente que se comece aos poucos, respeitando-se os limites de cada um. Observando estas recomendações, qualquer pessoa pode praticar.
  • Há alguma idade especifica para prática? Não.
  • Aonde é mais praticado? Um dos esportes que mais vêm crescendo em todo o mundo é o trekking, por não precisar de equipamentos especiais e poder ser praticado em praticamente qualquer parte. Normalmente é feito em trilhas por florestas e montanhas, mas também é feito em praias ou glaciares.
  • O que é necessario para praticar esse tipo de esporte? Alguns esportes como a escalada ou o mergulho exigem uma certa quantidade de equipamento algumas vezes bem caros, além de, claro, o conhecimento das técnicas usadas. É recomendável aos iniciantes que acompanhem sempre alguém mais experiente ou façam cursos antes de se aventurarem sozinhos.
  • Alguma restrição fisica? Se você é cego, evite a caça submarina, quem sabe talvez o trekking ou rafting.
  • Psicologica? O medo é a principal barreira psicológica encontrada, as pessoas têm fobias de todos os tipos, como medo de altura, de lugares fechados, etc.
  • É necessário algum curso? Em alguns casos é essencial. São exemplos o paraquedismo, o mergulho autônomo, o voo-livre e etc. Além disso a experiência também é muito importante.
  • Aonde encontramos esses cursos?
    Cursos de escalada www.femerj.org.br
    Links diversos www.trilhaecia.com.br/links

  • Em media, qual o custo desses cursos? Varia-se muito. Paraquedismo, escalada pode ser encontrado em torno de 400 reais.
  • Quais os riscos? Deve-se sempre pensar muito na segurança, mas os riscos variam desde uma escoriação, devido a um escorregão numa trilha, ou morte por quedas em paraquedismo, alpinismo, escalada. Entre os esportes mais perigosos estão o Base Jump, onde o praticante se atira de um prédio, montanha ou ponte com um pára-quedas e somente alguns segundos para abri-lo e o mergulho em cavernas onde se mergulha em labirintos submersos sem iluminação natural, usando um cabo guia que vai sendo desenrolado para o mergulhador não se perder – o que seria morte certa depois de algumas horas, com o término do oxigênio.
  • Quais os cuidados necessários para a prática? Em primeiro lugar com o meio ambiente e o impacto que sua atividade irá causar e em segundo com a segurança dos praticantes. Recolha todo o lixo e evite destruir ou sujar de qualquer forma a natureza ao seu redor!
  • É necessário algum curso de primeiros socorros? É sempre bom ter conhecimentos de primeiros socorros. Em alguns esportes como o vôo-livre, estas noções são passadas junto com o curso de vôo.
  • O que fazer se ocorrer um acidente? O ideal é tentar chamar ajuda ou resgate, dependendo da gravidade. Um telefone celular neste caso será muito importante. Somente em último caso tente transportar uma pessoa que sofreu uma queda grave. No caso de picadas de cobras ou escorpiões, o importante é tentar remover a pessoa imediatamente para um hospital ou posto de saúde, levando, se possível, o animal que atacou.
  • No começo, houve algum motivo para te impedir de praticar esses esportes? Para mim a única restrição é o dinheiro para comprar alguns equipamentos ou financiar certas viagens.
  • Quais são os equipamentos necessários? Existe uma infinidade de equipamentos. Para escalada, ou canioning usa-se basicamente os mesmos, que são:
    • Bauldrier, cinto-cadeira ou cadeirinha, que é um cinto preso em torno da cintura e pernas.
    • Corda, que dependendo da atividade, terá características próprias, como espessura, comprimento e elasticidade.
    • Mosquetões, que são argolas com fechos, de uma liga de alumínio muito leve, mas que aguentam grande quantidade de peso, utilizados para unir cordas, fitas e o bauldrier.
  • Aonde podemos comprá-los? Existem lojas especializadas que em geral vendem equipamento para vários esportes ao ar livre.
  • Quais os custos em média dos equipamentos? A escalada é sem dúvida um dos mais caros e que tem a maior quantidade de equipamento, aqui vai a média do equipamento básico.
    • Baudrier R$ 200,00
    • Corda dinâmica de 10,5 mm c/ 60m R$ 600,00
    • Mosquetão R$ 50,00
    • Sapatilha R$ 200,00
      Em algumas modalidades de escalada, como o alpinismo, que é a escalada no gelo em altas montanhas ou a Big Wall, que é a escalada de paredões imensos que duram vários dias, pode-se levar a quantidade de equipamento equivalente ao de uma pequena loja.
  • Quais os cuidados necessários para preservá-los? Cada material tem seus cuidados específicos, como exemplo, a corda de escalada não deve ser deixada ao sol ou em contato com areia, terra desnecessariamente, para que sua vida útil seja maior, todo equipamento que entre em contato com água salgada deve ser lavado com água doce após o uso, etc.
  • Esses esportes são muito procurados no Brasil? Devido às suas formações naturais e grande beleza, o Brasil é um país onde se pratica diversas atividades ao ar livre e tem no estado do Rio de Janeiro diversas montanhas e um grande centro de escalada urbano visitado por pessoas de todos os países. Em Brotas, SP, o rafting, ou descida de corredeiras em bote, é muito praticado devido as características dos rios da região.
  • Esse tipo de esporte é bem desenvolvido no Brasil? Na maior parte essas atividades são praticadas de forma indepentente e aos poucos vêm aparecendo mais federeções e competições de rafting, canoagem, corridas de aventura – uma espécie de triatlon envolvendo diversas modalidades de esportes de aventura.
  • Hoje em dia eles são mais praticados como lazer ou profissão? O lazer ainda é o motivo principal.
  • Esses esportes são bem remunerados? Talvez para poucos, patrocinados por marcas de equipamentos ou roupas de esporte, que têm o esporte como profissão. Principalmente no exterior.
  • O clima influencia na prática? Sim, cada região, tem suas características e o clima é fundamental nos esportes ao ar livre, sendo a mudança climática, grande causa de acidentes.
  • De que forma as variações climáticas influem no esporte? As más condições metereológicas são muitas vezes a causa de graves acidentes, por isso é importante saber reconhecer os sinais que ela te dá. Muitas expedições a grandes montanhas nos Andes, Alpes e Himalaia, sucumbem a avalanches ou nevascas, no Brasil, a incidência de raios é enorme, por isso a temporada de montanhismo começa em maio e acaba antes do verão, evitando assim as grandes tempestades elétricas, trombas d’água e enchentes.

 

Como Escolher Sua Mochila

A escolha da mochila certa exige atenção. A mochila ideal é aquela que mais se adapta às suas atividades e à sua estrutura física. Conhecer bem as regulagens e saber arrumá-las da melhor forma são detalhes que aumentam a harmonia de seu relacionamento com o equipamento e lhe permitem desfrutar melhor as facilidades que ele lhe oferece.
A variedade de modelos, cores, tamanhos e preços pode confundir. Preste atenção aos seguintes itens:

Tamanho

O tamanho de uma mochila é determinado pela sua capacidade em litros. Isso sempre soa muito abstrato para quem está pouco familiarizado com o assunto e pode não significar absolutamente nada para quem está comprando sua primeira mochila. As pequenas em geral têm capacidade para 25 a 40 litros. A capacidade das médias varia de 45 a 60 e as grandes, também chamadas de cargueiras podem carregar de 60 a 90 litros. Pense primeiro em que atividade você vai estar realizando com a mochila. Existem mochilas especiais para bike, montanhismo ou caminhadas. Se você precisa de uma mochila polivalente, é melhor optar por uma média com bons recursos de regulagem. É preciso manter a carga bem firme mesmo quando a mochila não estiver totalmente cheia. Também é bons ter opções para atar isolantes e outros acessórios à estrutura externa da mochila. Tenha sempre em mente que encher demais uma mochila pode comprometer sua durabilidade.

Custo x Benefício

Materiais mais resistentes e acabamento de melhor qualidade podem custar um pouco mais na hora da compra, mas tendem a durar mais. Atualmente as mochilas estão bastante evoluídas e apresentam uma série de soluções específicas para as atividades às quais se destinam. Por isso é melhor não tentar comparar o preço da “pequenina” com o da “grandona”.
Se você já está praticando atividades como montanhismo, caminhadas e cicloturismo há algum tempo, tenha em mente que a mochila é um item fundamental. Investir um pouco mais para ter o que o mercado oferece de melhor pode significar anos de tranquilidade.

Ergonomia

ergonometriaEste conceito refere-se à ajustabilidade dos objetos à anatomia humana. No caso da mochila ele é fundamental. Proporcionar transporte de carga em harmonia com a constituição física humana é a principal função da mochila. Na hora de escolher a sua, preste muita atenção em como ela se ajusta às costas e aos quadris. As mulheres devem verificar se a curvatura das alças não está incomodando na altura dos seios. Depois de algumas horas de caminhada, alças inadequadas podem machucá-los

Volume externo

Bolsos laterais e traseiros são interessantes para separar a bagagem e manter determinados itens sempre à mão. Entretanto, bolsos externos podem se enroscar facilmente quando se caminha em mata fechada ou atrapalhar a locomoção em lugares muito movimentados como rodoviárias e aeroportos. O ideal é que a mochila seja mais estreita que seus ombros, mais baixos que sua cabeça e tenha perfil achatado sem bolso traseiro. Os modelos com bolsos destacáveis, que podem ser usados como pequenas mochilas de ataque são muito interessantes.

Como regular a mochila

Mochilas modernas têm várias regulagens e é fundamental conhecer suas funções para poder adequá-las a cada situação. Conhecer os detalhes de sua mochila e saber fazer a regulagem correta pode salvar uma viagem. Com exceção da regulagem dorsal, todas as outras devem ser ajustadas toda vez que se veste a mochila, pois dependem da carga, do terreno, da roupa e até do humor do dono
Quanto mais técnica for a atividade mais se exige estabilidade da mochila e mais apertadas devem ser as regulagens.

Regulagem dorsal

dorsalNormalmente é a única regulagem fixa da mochila, ou seja, você regula apenas uma vez de acordo com o tamanho do seu tronco. Faça essa regulagem de maneira muito atenta e de preferência com o auxílio de alguém. Se for mal feita, esta regulagem poderá sobrecarregar os ombros.

Fitas de compressão lateral

compresorasEste tipo de regulagem se torna especialmente importante para mochilas com meia carga, pois permite compactar a carga mais perto das costas. O ideal é deixar a mochila achatada e rígida. O sistema mais comum é o de duas ou três fitas horizontais em ambas as laterais da mochila. A regulagem é feita com fivelas de nylon do tipo “só puxar”. É bom que se tenha pelo menos quinze centímetros de fita sobrando para prender apetrechos (o isolante, por exemplo). Neste caso fivelas tipo macho-fêmea” facilitam ainda mais a operação.

Barrigueira

rinoneraEste é o acessório mais importante da mochila, média ou grande. Fuja das mochilas com regulagem fixa, ou seja, aquelas que além da fivela principal da barrigueira tem uma outra que fixa a regulagem. No mínimo um dos lados deve ter regulagem livre: ajustável sem que seja preciso desconectar a fivela principal. Certifique-se também se a regulagem mínima da barrigueira vai se ajustar adequadamente quando você estiver magrinho ou caminhando sem camisa. Algumas pessoas chegam a emagrecer até cinco quilos numa caminhada de quinze dias em terreno difícil ou altitude. Não se esqueça de que a função principal da barrigueira é transferir o peso da mochila para os quadris. Barrigueiras fofinhas e com aparência confortável podem se tornar um martírio sob uma mochila carregada, e normalmente perdem muito em durabilidade.mochilajuste2

Muitas mochilas pequenas e leves têm barrigueiras de fita que não transferem carga para a cintura. Elas funcionam com estabilizadores e são muito úteis para escalar, correr ou caminhar em terrenos acidentados. Fique atento também para a fivela. Existem muitos modelos diferentes e alguns deles podem quebrar se utilizados de forma exigente, principalmente se forem de plástico. As boas fivelas são de nylon e geralmente fazem um sonoro “clac” quando fecham.

Alças principais

alzasAssim como na barrigueira, as alças devem ser estruturadas (semi-rígidas) para melhor eficiência e durabilidade. As alças”acolchoadas” ou “fofinhas” acabam se deformando e tendo a superfície de contato diminuída. A regulagem das alças pode ser de cima para baixo, quando as fivelas são fixas nas extremidades das alças, ou debaixo para cima quando as fivelas são fixas na base da mochila.

Estabilizador lateral

lateralesItem responsável pela estabilização do movimento lateral da mochila sobre as costas, deve ser regulado após a barrigueira e as alças terem sido apertadas, pois sua regulagem muda drasticamente a cada situação.mochilajuste4

Estabilizador superior

superioraMantém a mochila próxima das costas e desloca o peso para frente, o que aumenta a eficiência da barrigueira. Muitas mochilas permitem regular a altura desta inserção, o que deve ser feito depois da regulagem dorsal. O ideal é que ela se mantenha alguns centímetros acima dos ombros.mochilajuste3mochilamanos

Estabilizador peitoral

pecto2É uma ótima solução para cargas pesadas, terrenos acidentados e caminhadas longas. Evita que as alças entrem em baixo dos braços e permite transferir o “puxão da mochila” (tendência da mochila cair para trás) para a área peitoral, aliviando os ombros. Mudando-se a regulagem do estabilizador peitoral durante o decorrer do dia, ou mesmo soltando-a algumas vezes, alivia-se bastante o desconforto na parte superior do tronco.

Como distribuir o peso na mochila

O bom equilíbrio da mochila nas costas é fundamental para o conforto e desempenho do usuário. A distribuição dos equipamentos na mochila muda de acordo com a atividade a ser praticada:

Caminhadas leves (terrenos suaves e descampados): coloque o material pesado o mais alto possível e perto das costas., de forma a manter o centro de gravidade da carga na altura dos ombros.

Caminhadas médias (terrenos acidentados e trilhas em mata) e escaladas: em situações que exigem passos altos, pulos, agachamentos e balanços laterais, o centro de gravidade deve ser baixado para a altura do meio das costas e próximo à mesma. Uma mochila grande, com centro de gravidade alto, pode derrubar seu dono durante um agachamento. A colocação do material mais pesado no lugar certo também facilita a operação de colocar e tirar a mochila sem ajuda.

Caminhadas difíceis (terreno muito acidentado e mata fechada) e grandes cargas: em expedições pela mata atlântica ou aproximações de grandes montanhas, pode-se colocar o equipamento pesado no fundo da mochila, o que permite maior liberdade de movimentos e,conseqüentemente, menor desgaste físico durante a jornada.

Corrida de Aventura – Orientação

Por mais que se estude orientação, nada substituirá a prática em campo, e principalmente em provas que exijam muita navegação em trekking por locais inexplorados.

Com relação às corridas de aventura realizadas no Brasil, podemos apresentar algumas dicas úteis, que foram fruto do aprendizado em provas:

  • Tenha o cuidado de sempre saber a sua localização. Não adianta dominar todas as técnicas de orientação e não ter este cuidado. Se não se sabe onde está, como saber para onde ir? Isto pode parecer óbvio, mas na verdade torna-se muito complicado principalmente nas provas longas, do tipo expedição, como a EMA, pois exige muita concentração do navegador.E com o passar dos dias, na ausência de sono e stress físico constante, é muito difícil manter a concentração. Por isso o ideal é que numa equipe sempre exista mais de um navegador, para assim revezar esta responsabilidade. Cabe lembrar também que em algumas provas exige-se a divisão da equipe em dois grupos que seguem caminhos diferentes, daí a necessidade de um segundo navegador ser ainda maior.
  • Com a experiência, você vai aprender a interpretar corretamente tudo o que o mapa indica. Por exemplo: alguns cursos de água, dependendo da época do ano, podem estar secos, e se você ignorar isto pode perder muito tempo até descobrir o que aconteceu. Com a prática, também, torna-se mais fácil analisar o terreno e a vegetação e calcular distâncias de trilhas e estradas.
  • O contato com moradores locais é uma fonte preciosa de informações. Às vezes eles conhecem caminhos (atalhos) que não constam dos mapas, e também podem tirar dúvidas, dar direção correta, informar distâncias, etc. Mas deve-se ter o maior cuidado ao obter e usar estas informações. Muitas vezes, nomes de fazendas e sítios que constam do mapa já mudaram ou não existem mais.Procure conversar com calma, sem influenciar a resposta. Já presenciamos casos de competidores impacientes que exigiram respostas rápidas, o que acabou confundindo as pessoas e lavaram-nas a dar informações incorretas.
  • O pior erro a ser cometido é o de andar em um caminho que siga paralelo ao correto. Neste caso, a bússola sempre vai indicar que a direção está certa, o que não significa que o caminho seja o correto. Na EMA-99, várias equipes seguiram por um vale paralelo ao que procuravam, o que levou à perda de preciosas horas.
  • Nunca se esqueça de proteger os mapas. O ideal é plastificar os mapas depois de plotados (isto é possível quando os mapas são entregues com antecedência suficiente). Outra solução é usar o papel contact. Neste caso, deixe uma borda grande o suficiente para evitar a entrada de água no caso de o mapa ficar submerso (isto acontece com freqüência maior do que se imagina).
  • Nos trechos de mountain bike, é bastante útil fazer a medida das distâncias usando um curvímetro (aparelho para medir distâncias em mapas – ver abaixo) e anotá-las de forma bem visível no mapa. Anote as distâncias para as referências mais notáveis, como pontes, bifurcações, entroncamentos, linhas de energia etc.Desta forma, evita-se ter que olhar constantemente para o mapa, o que dificulta a pilotagem. Algumas equipes chegam a converter o mapa num tipo de planilha, como as de rally, onde desenham as referências e respectivas distâncias. Outra dica é adaptar um suporte para os mapas na bike, o que agiliza bastante a leitura. Não é preciso dizer que é fundamental ter um computador de bike, devidamente calibrado, para medir as distâncias percorridas. O ideal é ter até mais de uma bike (ou todas) com este equipamento, pois costuma dar problemas devido ao barro acumulado e trepidações.
  • Em provas onde seja permitido o uso de GPS, recomendo o eTrex da Garmin. Ele é compacto, leve, resistente à água e consome pouca bateria (duas pilhas AA duram cerca de 12 horas). Usamos este GPS no Elf Authentique Aventure sem nenhum problema. Lembre-se de configurá-lo para usar o sistema de coordenadas UTM e o map datum chamado Córrego Alegre, que é o mais adequado para o Brasil. Existe uma versão do eTrex que possui inclusive um altímetro por sensor de pressão.
  • Para fazer as anotações no mapa, plotar os PCs e o caminho a ser percorrido, use canetas de fácil visualização, como os marcadores de texto e canetas hidrográficas. É horrível ficar procurando um ponto no mapa que não esteja bem visível, principalmente à noite.