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Glaciar dos Polacos

Pisar nas encostas daquela montanha novamente me fazia automaticamente lembrar das circunstâncias da primeira experiência há quatro anos. Eu não podia deixar de sempre comparar o que eu estava vivendo agora. No final, cheguei à conclusão de que fora quase outra montanha.

De 2006 pra cá, subi algumas montanhas nevadas. Algumas com companhia. E uma delas foi o Tronador, na Argentina. Tive sorte de encontrar com Arthur Estevez na cidade de Bariloche querendo subir a mesma montanha e sem parceiro. No final conseguimos fazer cume e desde então combinávamos uma próxima escalada.

Recebi alguns convites de amigos para voltar ao Aconcagua, mas já que era pra sofrer aquilo tudo novamente, eu gostaria de fazer algo bem diferente da rota normal, que eu já conhecia. Sentir a ansiedade que antecederia o que seria pra mim um novo desafio. Eu queria tentar o Glaciar dos Polacos, pela rota direta. A face que abriga este glaciar tem um nível de dificuldade intermediário naquela montanha e a rota direta adicionaria mais aventura.

O Glaciar dos Polacos fica na face nordeste da montanha ligeiramente oposta à rota normal. Esta última, na face noroeste, costuma ter bem menos neve pois recebe a maior parte dos ventos que a carregam para ser depositada na face sul e nos glaciares do leste.

Em 2010, quando eu começava a planejar alguma montanha na Bolívia, Arthur me perguntou se eu não queria voltar ao Aconcagua.

– Só se for pela Polacos Direta. Respondi. Continue lendo Glaciar dos Polacos

Entrevista com Arthur Estevez

Debaral A3Todo montanhista tem várias estórias de viagens e perrengues. Em entrevista aos seus apoiadores Proativa e Deuter, Arthur conta algumas de suas estórias e revela que sua simplicidade é a principal razão de seu carisma no meio montanhista. Continue lendo Entrevista com Arthur Estevez

Abrindo o ano de 2009 no Tronador

Partiu! Partiu!

A Escalada Solo do Vulcão Osorno

Quando o rastro no solo coberto por pedras vulcânicas e poeira encontrou o glaciar, passei a seguir marcas de passos na neve. Não eram bem pegadas, pois deviam ser do grupo que subiu no dia anterior, ou mesmo da dupla que eu via quase no cume, e a essa altura o sol já derretia estes rastros na neve. Eram onze horas de uma manhã bem ensolarada, com céu azul. Eu me guiava por uma ondulação que seguia um padrão diferente das infinitas rugosidades naquele mar branco.

Me concentrava totalmente em não sair deste caminho, uma vez que eu estava sozinho e o perigo de cair dentro de uma greta, sem que um companheiro atado a mim por uma corda, pudesse deter minha queda.
As marcas pareciam seguir a rota mostrada nas fotos que estudei, mas em pouco tempo estava eu na borda de uma greta larga e comprida.

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