Ventos

Ventos de montanha, e de vale, podem se desenvolver em qual

Ventos de montanha, e de vale, podem se desenvolver em qualquer parte onde haja grandes variações do relevo, mas esses são particularmente fortes e regulares nos trópicos. Os ventos de montanha e de vale são, em parte, de origem térmica.

As partes altas de uma montanha se aquecem mais depressa que os fundos dos vales por várias razões. Entre a crista de uma montanha e o sol há menos atmosfera para filtrar os raios solares. Por serem altas, as cristas são tocadas pelos raios solares mais cedo, ao amanhecer. Portanto "tomam sol" por mais tempo que as terras dos vales. O pôr-do-sol também é mais tardio, lá em cima.

 

Ventos de Vale (anabáticos)

Durante o dia, as vertentes são aquecidas mais rapidamente, do que os fundos dos vales. O ar que estava sobre as encostas, então, fica mais leve e sobe ainda mais, sugando o ar mais abaixo. Isto provoca ventos leves a se movimentar vertente acima. Estes são os ventos de vale ou anabáticos. Esses ventos se elevam e passam acima da linha de cumeada, alimentando uma corrente de ar, mais alta, que retorna aos vales, para compensar o ar que de lá saiu. Como os ventos anabáticos trazem o ar mais úmido dos vales, muitas vezes eles são acompanhados pela formação de nuvens cúmulus sobre as montanhas ou perto delas. Sua velocidade alcança um máximo por volta das 14:00 horas.

 

Ventos de Montanha (catabáticos)

À noite, o diferencial de pressão é invertido. Os planaltos se esfriam muito mais rapidamente que os vales, por causa das perdas pela radiação terrestre. O ar frio e denso então se desloca vertente abaixo para as depressões e vales. Tais ventos frios são conhecidos como ventos de montanha ou ventos catabáticos. Estes ventos são comumente citados como a causa da incidência de geada nos vales e depressões de áreas montanhosas.

 

Ventos Saltadores

Também pode acontecer do ar, que estava do lado de lá da serra ser forçado (por um vento forte, talvez) a saltar a crista da serra, passando para o lado de cá. O problema é que, à medida que a massa de ar é forçada encosta acima, a pressão atmosférica diminui, obrigando a massa de ar a se expandir. Esta expansão gera um esfriamento (adiabático) da massa de ar. O resultado, é que quando a massa de ar finalmente salta a alta linha de cumeada, ela (a massa de ar) já está fria, o que faz com que o ar tenda a rolar morro abaixo, gerando algo como um catabático.

 

Escala Beaufort

Em 1805, um contra-almirante inglês, Sir Francis Beaufort, relacionou, em uma tabela, faixas de velocidades do vento com seus efeitos visíveis em terra e no mar. Isso passou a permitir às pessoas poder avaliar, visualmente, a velocidade do vento.

Esta tabela, a Escala Beaufort, é usada até hoje.

Força

Nome

km/h

Efeitos em Terra

0 Calmaria 0 – 1 A fumaça sobe na vertical. As folhas não se movem.
1 Bafagem 1 – 5 A fumaça se move lentamente. As folhas não se movem.
2 Aragem 5,1 – 11 As folhas já se movem. Sente-se o vento com o rosto.
3 Vento fraco 11,1 – 19 As folhas se agitam, ramos finos se movem
4 Vento moderado 19,1 – 29 Papéis soltos voam. Poeira é levantada. galhos se movem.
5 Vento fresco 29,1 – 38 Arbustos e pequenas árvores se movem. Nos lagos a água começa a ondular.
6 Vento muito fresco 38,1 – 50 Galhos mais fortes balançam. Vento assivia nos fios. Dificuladades no uso de guarda-chuvas.
7 Vento forte 50,1 – 61 Balançam as árvores mais grossas. Já se sente alguma dificuldade em andar contra o vento.
8 Vento muito forte 61,1 – 74 Galhos médios são quebrados. Bem difícil andar contra o vento.
9 Temporal 74,1 – 86 Galhos grossos são quebrados. Impossível andar contra o vento.Telhas são levantadas.
10 Temporal desfeito 86,1 – 101 Árvores são arrancadas. Danos nas estruturas de edificações.
11 Tufão 101,1 – 120 Grande danos
12 Furacão acima de 120 Danos excessivos

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